Não substitui moedas correntes
À vista disso, Haddad esclareceu mais uma vez que, caso seja criada, a moeda comum não irá substituir as moedas atuais de cada país. Além disso, ele afirmou que o projeto é diferente do apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Recebemos dos nossos presidentes uma incumbência de não adotar uma ideia que era do governo anterior, que não foi levada a cabo, da moeda única. O meu antecessor, Paulo Guedes, defendia muito uma moeda única entre Brasil e Argentina. Não é disso que estamos falando. Isso gerou uma enorme confusão, inclusive na imprensa brasileira e internacional”, explicou Haddad.
Grupo de trabalho
Assim, o ministro da Fazenda, um grupo de trabalho irá discutir sobre a implantação da moeda comum durante vários anos. Pois, para o chefe da pasta, o projeto estimularia o comércio entre os países latino-americanos de uma melhor forma do que já foi feito até agora.
“Não se trata da ideia de uma moeda única. Trata-se de avançarmos nos instrumentos previstos e que não funcionaram a contento, nem pagamento em moeda local e nem os CCRs dão hoje uma garantia de que podemos avançar no comércio da maneira como pretendem os presidentes”, declarou o ministro.
Enfim, caso saia do papel, a moeda comum será a segunda maior para um bloco econômico, ficando atrás apenas do euro.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil