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Haddad afirma que reforma tributária deve reduzir impostos para indústria

Haddad participou de evento na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB)

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Imagem de Fernando Haddad discursando com microfone e imagem de Lula desfocada ao fundo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou a jornalistas, na última terça-feira (31), que a reforma tributária deverá reduzir imposto para a indústria.

Após o evento na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em que Haddad participou ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), o ministro foi abordado por jornalistas. 

O evento contou, ainda, com a presença da ministra da Gestão, Esther Dweck, da Agricultura, Carlos Fávaro, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Conforme o ministro disse, a reforma e o novo arcabouço fiscal foram os principais assuntos tratados na reunião. “Nós discutimos uma agenda tanto para o setor produtivo ontem, na Fiesp, e hoje para o financeiro, na Febrabran”, afirmou Haddad.

“A reforma tributária prevê a redução de impostos para a indústria”, disse Haddad

Haddad afirmou que existe atualmente um ambiente favorável para uma Reforma Tributária nos setores produtivos e financeiros. Além disso, para o ministro, o Congresso Nacional está preparado para votar a reforma. 

De acordo com Haddad, “[…] a ideia é essa. A reforma tributária prevê a redução de impostos para a indústria. Hoje não tivemos nenhuma discussão a mais sobre isso”.

Ministro criticou modelo do Carf 

O ministro da Fazendo ainda criticou o antigo modelo do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais. De acordo com Haddad, o modelo de julgamento possuía teses “absurdas” e é uma “vergonha”.

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A declaração era a respeito do voto de qualidade, que dá ao presidente do colegiado o poder de desempatar os julgamentos. 

O recurso foi extinto pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Contudo, a atual gestão de Lula (PT) autuou uma medida provisória para ativar a ferramenta. 

“É uma vergonha o que estava acontecendo no Carf. Não existe nenhum país do mundo com esse sistema de gestão de litígio, nem na OCDE, nem no G20. Não tem como justificar esse sistema, é impossível o próprio contribuinte julgar um ato de infração”, afirmou Haddad.

Imagem: Rogerio Cavalheiro / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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