A Justiça acatou pedido da Americanas para tornar sigilosas provas que serão colhidas por um perito independente nomeado pelo Bradesco. Assim, o profissional investigará o rombo bilionário do grupo. A decisão é da juíza Andréa Galhardo Palma, do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Pedido da Americanas para tornar provas sigilosas é acatado pela Justiça
Novela do rombo bilionário da varejista ganha novo capítulo. Descubra os termos do pedido da Americanas à Justiça.
Contudo, de acordo com informações veiculadas pelo “Metrópoles” e pela agência “Reuters”, o restante do processo seguirá público. A medida busca garantir a transparência de informações consideradas de interesse público.
Anteriormente, o Bradesco conquistou o direito de apurar a conduta de diretores, conselheiros e acionistas quanto a situação contábil da varejista ao longo de dez anos. No pedido da Americanas à Justiça, o intervalo de tempo foi descrito como “abusivo”.
Argumentos usados no pedido da Americanas
A empresa argumentou contra o pedido do banco para ter acesso a correspondências, documentos e e-mails da empresa referentes ao período de uma década. No mesmo sentido, a Americanas ponderou que a apuração em um ciclo tão longo traria o risco de eventuais exposições indevidas.
Com o pedido da Americanas acatado, as provas ficam sob sigilo até a verificação e triagem da perícia. Assim, após separar material considerado relevante, o profissional estará autorizado a disponibilizar as provas no processo.
O site “Metrópoles” destaca que, embora o pedido da Americanas tenha sido parcialmente acatado, o Bradesco ainda não conseguiu nomear um responsável para tocar a investigação forense. Ainda segundo a publicação, primeiro o banco cogitou a empresa Ernst & Young.
A busca do Bradesco por uma perícia independente
A organização recusou o convite por já ter sido contratada pela Americanas para uma investigação interna. Posteriormente, a instituição financeira tentou a Deloitte. Esta negou o chamado alegando conflito de interesse – sem detalhar o motivo.
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A tentativa mais recente de nomeação será a empresa global Kroll, que tem até 24 horas para responder após a resposta judicial ao pedido da Americanas. Vale ressaltar que o conteúdo da perícia também terá de ser compartilhado com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em janeiro, a autarquia do Ministério da Fazenda instaurou inquéritos para apurar o rombo nas contas do grupo Americanas.
Imagem: thiago bacelar / shutterstock.com
