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Havan é condenada a pagar indenização por racismo

A varejista Havan é condenada a pagar indenização para ex-funcionária devido a caso de racismo. Entenda o caso!

Isabella EndielPor Isabella Endiel2 min de leitura
Havan

A empresa varejista Havan, que pertence ao empresário Luciano Hang, foi condenada pela justiça a pagar uma indenização de R$ 50 mil para uma ex-funcionária que alega ter sofrido racismo do seu superior hierárquico dentro da empresa.

De acordo com a ex-funcionária, que trabalha como operadora de caixa na Havan de São José (SC), ela teria ouvido frases como “melhora essa cara para não ir para o tronco” e “melhora essa cara para não tomar umas chibatadas” do seu ex-chefe.

Além disso, ela ainda relatou que o, até então, seu chefe havia mostrado para ela uma foto de uma antiga escrava negra na rede social Facebook e dito a seguinte frase: “achei uma foto tua no Facebook. Melhorasse né? Se não for você é alguma parente tua”. Saiba mais a seguir!

A posição da Havan antes do processo judicial

A ex-funcionária afirmou que relatou a situação que vinha sofrendo para a gestora de RH (Recursos Humanos) da Havan. Entretanto, o chefe teria sofrido apenas uma advertência e ela teria sido trocada de setor e gestor uma mês após a denúncia.

“É crime de injúria racial dizer a um negro que ele será amarrado a um tronco e levará chibatadas, mostrar-lhe a foto de uma negra qualquer e dizer que é ele ou algum parente dele ali na foto. Tenho que a reclamante teve, sim, a moral ofendida por atos praticados pelo seu então chefe, que, com base na cor de pele dela, negra, ofendeu sua dignidade, sua honra, sua condição de ser humano; causou-lhe um inegável dano moral”.

Declarou em sua decisão o juiz do trabalho Fabio Augusto Dadalt. Ele também afirmou que a denúncia da ex-funcionária da Havan “não é frescura”, e que esse tipo de situação não deve ser tratada como brincadeira ou algo engraçado.

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O resultado da ação movida pela ex-funcionária

Inicialmente, o pedido da ex-funcionária foi de R$ 1 milhão por danos morais contra a Havan. O juiz acatou parcialmente o pedido, condenando a varejista a pagar R$ 50 mil por danos morais, além do valor de R$ 1.200 pelas custas do processo.

Já a diretora da Associação Nacional de Magistrados do Trabalho (Anamatra), elogiou a decisão do magistrado, dizendo que a sentença demonstra que o racismo na nossa sociedade é estrutural, e que não há mais espaço para admiti-lo.

Isabella Endiel

Autor

Isabella Endiel

Publicitária | Redatora e Revisora de Conteúdos Formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda

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