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Qual marca de celular mais cresceu este ano? Confira

Huawei surpreende e lidera crescimento global de celulares em 2025 mesmo com crise nas vendas. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
leilão de celular celulares

O mercado global de smartphones enfrenta um 2025 desafiador, marcado por tensões comerciais, revisões pessimistas nas projeções de vendas e aumento de preços. Em meio a esse cenário complexo, uma marca conseguiu se destacar de forma surpreendente: a Huawei. A empresa chinesa desponta como a fabricante com maior crescimento no setor, contrariando a tendência de retração em mercados-chave e consolidando sua presença global mesmo diante de restrições internacionais.

Segundo dados divulgados pela consultoria Counterpoint Research, a Huawei deve registrar um aumento de 11% nas vendas de smartphones em comparação com 2024 — o melhor desempenho entre todas as marcas analisadas. Esse avanço ganha ainda mais relevância diante da desaceleração do mercado como um todo, cuja expectativa de crescimento foi revisada de 4,2% para apenas 1,9% em 2025.

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Tensões geopolíticas afetam gigantes tradicionais

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Imagem: Jakob Berg / shutterstock.com

A desaceleração do mercado tem raízes principalmente nas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Tarifas extras aplicadas a produtos importados, especialmente da China, vêm impactando diretamente empresas como Apple e Samsung. A previsão é de que as vendas nos Estados Unidos sofram uma retração de 3% este ano, à medida que os custos adicionais são repassados aos consumidores na forma de preços mais altos.

“Com a expectativa de que Apple e Samsung aumentem os preços de seus novos aparelhos para reduzir sua exposição ao impacto tarifário, os consumidores americanos terão que desembolsar mais caso optem por um novo smartphone este ano”, diz a análise da Counterpoint.

Já na China, o maior mercado de smartphones do mundo, a situação é mais estável, embora também marcada por estagnação. Mesmo com subsídios do governo, o consumo não deve apresentar crescimento, refletindo o impacto contínuo das tensões comerciais e da saturação de mercado.

Estratégia da Huawei impulsiona recuperação

Enquanto os líderes tradicionais perdem fôlego, a Huawei consegue avançar apostando em uma estratégia ousada de inovação e autossuficiência. A marca conseguiu contornar parte das sanções externas ao acelerar o desenvolvimento de componentes próprios, como chips de 5 nanômetros fabricados pela foundry local SMIC — mesmo com restrições ao uso de tecnologias mais modernas.

Esse movimento garantiu à empresa uma linha de produtos competitiva e moderna, com menos dependência de fornecedores estrangeiros. O resultado é um crescimento robusto, que coloca a Huawei na liderança entre os fabricantes com maior expansão em 2025.

Crescimento modesto para outras marcas em ascensão

Além da Huawei, outras empresas também devem apresentar crescimento nas vendas de smartphones, embora em proporções bem menores. Segundo a mesma pesquisa da Counterpoint:

  • Motorola: crescimento de 4%
  • Xiaomi: crescimento de 4%
  • realme: crescimento de 3%
  • Apple: crescimento de 3%

Motorola e Xiaomi dividem a segunda colocação no ranking de crescimento. Ambas se beneficiam da forte presença em mercados emergentes e da oferta de aparelhos com bom custo-benefício. A realme, também focada em regiões com grande potencial de expansão, aparece em seguida, empatada com a Apple — que, apesar das dificuldades no mercado norte-americano, ainda apresenta crescimento graças à fidelidade dos seus consumidores.

Regiões emergentes puxam avanço global

A desaceleração nas vendas em países como os Estados Unidos e China contrasta com o dinamismo observado em outras regiões do mundo. A demanda por smartphones se mantém aquecida especialmente em áreas onde a digitalização ainda está em pleno desenvolvimento. Os dados da Counterpoint apontam crescimento expressivo nos seguintes mercados:

  • Oriente Médio e África (MEA): +6%
  • América Latina: +3%
  • Índia: +2%
  • Europa: +1%

Essas regiões são hoje os principais motores da indústria, compensando as perdas nos mercados mais maduros. A maior penetração de internet móvel, programas de inclusão digital e a demanda por dispositivos acessíveis explicam esse movimento.

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Huawei e o novo equilíbrio no mercado

Huawei
Imagem: Karlis Dambrans / Shutterstock.com

O avanço da Huawei representa mais do que um bom desempenho de vendas. É um reflexo das mudanças na dinâmica global da indústria de tecnologia. A empresa chinesa, que nos últimos anos enfrentou fortes sanções comerciais e foi impedida de negociar com gigantes como Google e Qualcomm, consegue agora reverter parte desse impacto graças à verticalização de sua cadeia produtiva.

Em um setor cada vez mais influenciado por fatores geopolíticos, a Huawei se firma como um exemplo de resiliência e adaptação. A marca não apenas sobreviveu às adversidades, como também se reposicionou como líder em inovação dentro do segmento de smartphones.

Perspectivas para o restante do ano

Com o primeiro semestre encerrando com crescimento tímido e desequilíbrios regionais, o mercado de smartphones deve continuar enfrentando desafios ao longo de 2025. As decisões políticas nos Estados Unidos e os rumos da economia global serão fatores decisivos para a recuperação, ou não, das vendas.

Enquanto isso, marcas como Motorola, Xiaomi e realme devem seguir aproveitando as brechas deixadas pelas gigantes tradicionais para conquistar novos públicos em países em desenvolvimento. Já a Huawei surge como símbolo de uma virada estratégica, provando que, com inovação e autossuficiência, é possível crescer mesmo nos cenários mais adversos.

Com informações de: Counterpoint Research

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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