TCU acusa Anderson Torres de não mobilizar equipe suficiente para proteção em Brasília
De acordo com o TCU, o ex-secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, fez vista grossa quanto à mobilização de equipes em Brasília. Dessa forma, os contingentes não foram suficientes para conter o avanço dos grupos terroristas de bolsonaristas. Torres atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Torres foi exonerado por Ibaneis Rocha na madrugada desta segunda-feira (9), após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Ibaneis Rocha recebeu informação sobre escolta de policiais a bolsonaristas
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afastou o governador Ibaneis Rocha do cargo pelo período de 90 dias. De acordo com o ministro, o afastamento se justifica pois o governador está sendo investigado por cometer crimes de associação criminosa, abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado em Brasília.
“Os desprezíveis ataques terroristas à democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos”, afirmou Moraes.
“A democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas”, conclui o ministro do STF, em decisão.
De acordo com o portal Correio Braziliense, o secretário interino da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Fernando de Sousa Oliveira, afirmou ao governador que a Polícia Militar estava escoltando os terroristas bolsonaristas a caminho da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para darem início à destruição. Segundo o portal, o governador afastado respondeu: “Maravilha”.
Assim, diante da falha na segurança em Brasília, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou um decreto de intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A Câmara dos Deputados aprovou o decreto. O Senado Federal analisará a decisão nesta terça-feira (10).
Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil