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Ibaneis Rocha e Anderson Torres deverão pagar por destruição em Brasília

De acordo com o TCU, ambos foram responsáveis pelo enfraquecimento da segurança da região para viabilizar os atos golpistas em Brasília.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Invasão em Brasília, na Praça dos Três Poderes,muitos bolsonaristas com roupas da seleção brasileira e bandeiras do Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-secretário de Segurança Pública, Anderson Torres (UNIÃO), poderão pagar pela destruição nas sedes dos Três Poderes, em Brasília. A cobrança aos representantes poderá ocorrer com decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

O TCU vê responsabilidade de ambos no enfraquecimento à segurança em Brasília para viabilizar os atos golpistas. O órgão está atuando também na identificação dos responsáveis pela destruição nas sedes dos Poderes. Prejuízo passa de R$ 10 milhões.

TCU acusa Anderson Torres de não mobilizar equipe suficiente para proteção em Brasília

De acordo com o TCU, o ex-secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, fez vista grossa quanto à mobilização de equipes em Brasília. Dessa forma, os contingentes não foram suficientes para conter o avanço dos grupos terroristas de bolsonaristas. Torres atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Torres foi exonerado por Ibaneis Rocha na madrugada desta segunda-feira (9), após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Ibaneis Rocha recebeu informação sobre escolta de policiais a bolsonaristas 

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afastou o governador Ibaneis Rocha do cargo pelo período de 90 dias. De acordo com o ministro, o afastamento se justifica pois o governador está sendo investigado por cometer crimes de associação criminosa, abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado em Brasília.

“Os desprezíveis ataques terroristas à democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos”, afirmou Moraes.

“A democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas”, conclui o ministro do STF, em decisão.

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De acordo com o portal Correio Braziliense, o secretário interino da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Fernando de Sousa Oliveira, afirmou ao governador que a Polícia Militar estava escoltando os terroristas bolsonaristas a caminho da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para darem início à destruição. Segundo o portal, o governador afastado respondeu: “Maravilha”. 

Assim, diante da falha na segurança em Brasília, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou um decreto de intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A Câmara dos Deputados aprovou o decreto. O Senado Federal analisará a decisão nesta terça-feira (10).

Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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