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Idade máxima de carros de aplicativo sobe de 8 para 10 anos

A medida do aumento de circulação dos carros de aplicativo vale para o Distrito Federal. Saiba mais sobre a decisão

Geyssica ReisPor Geyssica Reis2 min de leitura
Imagem ampla desfocada de diversos veículos no trânsito

Os carros de aplicativo de transporte agora podem ter até 10 anos de fabricação no Distrito Federal (DF). Anteriormente, conforme a lei 5.691/2016, os veículos podiam ter idade máxima de apenas 8 anos.

A aprovação foi feita neste mês de janeiro, no dia 13, e entrou em vigor nesta quinta-feira (26). O texto está no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

O pedido de alteração fez parte de projeto apresentado pelas ex-deputadas Arlete Sampaio (PT) e Júlia Lucy (União Brasil). Outras leis sobre o assunto tramitavam em conjunto.

A justificativa de ampliação do tempo-limite dos carros de aplicativo de transporte foi que, durante o período de restrições devido à pandemia da Covid-19, os motoristas que trabalhavam com isso foram prejudicados.

Por isso, os parlamentares afirmaram que, criando despesas para a troca dos veículos agora, poderia impactar a rentabilidade para esta categoria.  

Carros de aplicativo: motoristas estão ganhando visibilidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem olhando com atenção para os motoristas de carros de aplicativo. Mesmo, em época de campanha, o presidente eleito já falava sobre uma forma de regulamentação para esta categoria.

Em um evento sindical, no dia 18 de janeiro, Lula voltou a falar sobre isso. Segundo o portal FDR, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estava presente e chegou até a comparar as condições de trabalho dos profissionais com o regime de escravidão.

Lula já autorizou um Grupo de Trabalho em seu governo para tratar sobre o assunto

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Medida foi feita, especialmente, porque os motoristas não são segurados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), portanto não possuem direitos a nenhum benefício.

“[…] vamos criar uma comissão de negociação; primeiro, com os sindicatos, com o governo, com os empresários, para a gente acabar com essa história de que o trabalhador de aplicativo é um microempreendedor. Ele não é um microempreendedor. Percebe que ele não é microempreendedor quando ele se machuca, quando ele fica doente, quando quebra a moto, quando quebra o carro. Começa a perceber que ele não tem um sistema de seguridade social que garanta a ele, num momento – eu diria – de sofrimento, num momento de infortúnio”, afirmou o presidente no evento.

Imagem: Burdun Iliya / Shutterstock

Geyssica Reis

Autor

Geyssica Reis

Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Redatora no blog Seu Crédito Digital e repórter da Revista do Produtor Rural do Paraná.

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