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Taxa Selic a 14,75%: descubra como ela impacta o seu dia a dia e a economia

Selic subiu para 14,75% ao ano em maio de 2025. Entenda como essa alta afeta o seu dia a dia, o crédito, os investimentos e a economia.

Helena SerpaPor Helena Serpa3 min de leitura
Selic

Em uma tentativa de controlar os desafios econômicos atuais, o Copom optou por elevar novamente a taxa básica de juros, a Selic. Essa nova postura impacta diretamente o comportamento do mercado, influencia o custo dos empréstimos e pode alterar as decisões de consumo e investimento em todo o país.

O que é a taxa?

Serasa selic
Imagem: rafastockbr / shutterstock

Definição da Selic

A Selic é o principal indicador de juros no Brasil, funcionando como base para definir as taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e também nos rendimentos de investimentos.

Leia mais: Selic 2025: confira as projeções e datas de reuniões do Copom

Principais características:

  • É definida a cada 45 dias pelo Copom.
  • Utilizada para controlar a inflação.

Como a Selic é definida?

O Copom analisa indicadores econômicos como:

  • Inflação (IPCA)
  • Produto Interno Bruto (PIB)
  • Câmbio e expectativas do mercado

Com base nessas variáveis, os diretores do Banco Central tomam uma decisão sobre a manutenção ou alteração da Selic.

Etapas da definição:

  1. Análise de dados macroeconômicos.
  2. Discussão técnica entre os membros do Copom.
  3. Divulgação da decisão.

Impactos imediatos da alta da Selic

Tipo de investimentoRentabilidade em maio/2025
Tesouro Selic~14,75% a.a.
CDBs atrelados ao CDIAcima de 15% a.a.
Poupança (TR + 0,5%)~6,17% a.a.
Ibovespa (renda variável)-2% no acumulado do ano

Dólar e Bolsa

  • Dólar fechou cotado a R$ 5,45.
  • Ibovespa subiu 0,3% no dia da decisão, mas acumula queda no ano.

Efeitos nos empréstimos

A alta da Selic encarece o crédito. Veja o cenário de abril de 2025:

Tipo de créditoTaxa média anual
Empréstimo pessoal42%
Financiamento imobiliário11,5%
Cartão de crédito rotativo85%
Cheque especial130%

Impacto da taxa

Queda do consumo

Com juros mais altos, o acesso ao crédito diminui, afetando o consumo:

  • Comércio de eletrodomésticos registra retração de 5% nos três primeiros meses do ano.
  • Financiamentos de veículos: retração generalizada.

Nível de endividamento

Segundo a CNC, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 78% em abril de 2025, o maior índice desde 2022. O crédito caro pressiona as famílias, especialmente as de baixa renda.

Setores econômicos sob pressão

Indústria e Construção civil

  • Indústria: 62% das empresas pretendem reduzir investimentos.
  • Construção civil: queda de 3% nos financiamentos habitacionais.

Agronegócio

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Mesmo com menor dependência de crédito, o setor sofre com a alta do dólar:

  • Fertilizantes e insumos encareceram.
  • Preço dos grãos está sob pressão.
SetorImpacto principal
IndústriaMenor investimento e demanda
Construção civilRedução de crédito para habitação
AgronegócioInsumos importados mais caros
VarejoQueda no consumo de bens duráveis (-5%)

Perspectivas para os próximos meses

PeríodoProjeção da Selic
Julho/Setembro14,75% (manutenção)
Novembro70% esperam manutenção
Dezembro14,50% a 15% (72% dos analistas)

O que diz o Banco Central?

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Imagem: Billion Photos / shutterstock.com

A postura do Banco Central foi considerada neutra, sem prometer novas altas nem indicar cortes.

  • 70% dos analistas esperavam essa postura.
  • A ata da reunião destacou preocupações com a inflação de serviços e a política fiscal.

FAQ – Perguntas frequentes

Como a Selic afeta os empréstimos?

A alta da Selic encarece o crédito, aumentando juros de empréstimos, cartões e financiamentos.

Empresas também são afetadas?

Sim, o custo para tomar crédito sobe, o que pode adiar planos de expansão e diminuir o ritmo de contratações e investimentos produtivos.

Considerações finais

A elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano marca um novo capítulo na condução da política monetária brasileira, refletindo o esforço do Banco Central em conter as pressões inflacionárias.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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