Durante uma palestra realizada na Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília nesta quarta-feira (12), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou sobre uma das ações que estão em andamento na Corte.
Imposto sindical OBRIGATÓRIO vai voltar? Barroso falou tudo sobre discussão do STF
O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, esclareceu as dúvidas sobre a volta do imposto sindical. Confira a resposta!
Ela diz respeito à volta da cobrança de uma contribuição assistencial. A ação prevê que ela seja cobrada aos funcionários que não são sindicalizados. Saiba mais informações a seguir.
Barroso responde sobre a volta do imposto sindical
O ministro do STF afirmou durante a palestra que considerar que o Supremo está discutindo a volta o imposto é um “equívoco”. A discussão diz respeito ao pagamento da contribuição assistencial no caso de empregados não sindicalizado serem beneficiados por negociações coletivas.
O ministro Alexandre de Moraes pediu vista nesse julgamento no início do ano e uma nova data ainda deve ser marcada para a continuação da votação. Barroso votou a favor da cobrança da contribuição assistencial para “dar sobrevida aos sindicatos”, segundo ele. O imposto sindical foi extinto durante a reforma trabalhista e o STF validou o seu fim.
O que é a contribuição assistencial?
A contribuição assistencial está prevista na Constituição Federal. Ela diz que “a assembleia geral fixará a contribuição que, se tratando de categoria profissional, será descontada em folha para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei”.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores – Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues, defendeu o pagamento dessa contribuição em entrevista à Agência Brasil.
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“Não estamos discutindo a volta do imposto como existia, o que está sendo discutido é a taxa negocial ou assistencial, que é cobrada quando há negociação coletiva, quando há mobilização dos sindicatos e que ela seja aprovada em assembleia”, afirmou.
Rodrigues ainda comentou que o seu pagamento não é obrigatório e essa é uma decisão tomada em conjunto pelas categorias em assembleia geral.
Imagem: vitordemasi / shutterstock.com
