De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado na última terça-feira (4), 6,5 milhões de empresas brasileiras estavam negativadas em fevereiro, o que representa um recorde na série histórica do índice, que teve início em janeiro de 2016. O valor total de dívidas atrasadas é de R$ 112,9 bilhões.
Inadimplência em alta: número de CNPJs negativados bate o recorde
A inadimplência já atinge 6,5 milhões de empresas no Brasil, que têm enfrentado dificuldades diante dos juros altos. Entenda
Dessa forma, segundo o levantamento, há sete dívidas vencidas por CNPJ, que estão divididas nos seguintes setores:
- Serviço: 53,8%;
- Comércio: 37,3%;
- Indústria: 7,7%;
- Primário: 0,8%;
- Outros (incluindo o setor financeiro e o terceiro setor): 0,4%.
As dívidas no CNPJ foram contraídas principalmente em bancos e cartões e também em serviços.
Dívidas por região
A maior parte das empresas negativadas estão no Estado de São Paulo, com mais de 2 milhões de CNPJs negativados. Em seguida está Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
Para os especialistas, a alta na inadimplência entre as empresas pode ser explicada pelo aumento dos juros, que compromete a capacidade dos empreendedores de pagarem seus débitos, principalmente porque o acesso ao crédito está mais restritivo, o que gera dificuldade de conseguir aportes maiores.
Inadimplência entre os consumidores
De acordo com Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, o endividamento das empresas tem relação direta com a inadimplência entre os consumidores, que chegou a 70,5 milhões de negativados em fevereiro. Para o economista, enquanto a inadimplência entre os consumidores não melhorar, as empresas continuarão com dificuldades de melhorar suas finanças.
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Os principais débitos dos brasileiros inadimplentes são:
- Cartão de crédito: 31,6%;
- Contas básicas (luz, água, gás): 21,7%;
- Varejo: 11,2%.
Luiz Rabi pontua que a inflação e os juros altos são os principais fatores para a alta da inadimplência entre os consumidores, além das despesas típicas de começo de ano, como IPTU, IPVA e reajuste das mensalidades.
Imagem: Tatiana Chekryzhova / Shutterstock
