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Indulto a policiais participantes do massacre do Carandiru é suspenso

Projeto que previa anistia a policiais que participaram do massacre do Carandiru é suspenso. Confira detalhes sobre o indulto

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Policial com uniforma segurando grande arma

Em outubro de 1992, ocorreu uma operação da Polícia Militar na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Na intervenção, houve 111 presos mortos, e o acontecimento ficou conhecido como massacre do Carandiru.

Trinta anos depois, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que previa anistia para os 74 policiais militares envolvidos na ação.

A proposta veio do deputado Capitão Augusto (PL-SP), cuja opinião se baseia no fato de que “para conter a violência dos rebelados e, assim, cumprir sua missão de manter a ordem pública”, os policiais devem agir de maneira proporcional.

Entretanto, a pedido da Procuradoria-Geral da República, a presidente do STF, Rosa Weber, assinou a suspensão do indulto aos condenados.

Massacre do Carandiru é uma afronta à dignidade humana

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma “afronta à dignidade humana”, assim como não está de acordo com os princípios básicos dos direitos humanos.

No passado, a ministra Weber já havia solicitado uma justificativa para o indulto ao ex-presidente e para à Advocacia-Geral da União. No entanto, à época, o governo anulou seu pedido sob a explicação de que era um direito do presidente e que não havia poder do Judiciário sob esta decisão.

Ex-presidente contrariou decisões do STF e do STJ

A promessa de perdão aos policiais envolvidos no massacre data desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022). A afirmação se deu em um almoço com jornalistas em agosto de 2019.

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Com o andamento do processo de anistia, tanto o Supremo Tribunal Federal quanto o Supremo Tribunal de Justiça se posicionaram contrários à decisão. Ambos os órgãos já tinham avaliado os recursos de defesa dos 69 policiais ainda vivos e haviam determinado a prisão.

Com os julgamentos sucessivos e apresentação recorrente de recursos de defesas, os 69 policiais militares respondem pelos crimes em liberdade.

Imagem: Ettore Chiereguini / Shutterstock

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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