O Brasil deu um passo decisivo na luta contra a fome e a carestia ao registrar, em junho de 2025, a primeira queda significativa na inflação dos alimentos em meses. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), os alimentos tiveram variação negativa de -0,18%, ajudando a conter a inflação geral do período, que ficou em 0,23%. O recuo reflete um esforço coordenado do governo federal para garantir a estabilidade dos preços, ampliar o acesso a alimentos e proteger as famílias mais vulneráveis.
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), destacou a importância desse resultado para a segurança alimentar nacional e reforçou o compromisso do governo em manter políticas integradas para equilibrar oferta e demanda.
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“A queda na inflação de alimentos representa uma vitória para as políticas públicas brasileiras, demonstrando nossa capacidade de enfrentar desafios estruturais e garantir à população alimentos de qualidade a preços justos”, afirmou Dias.
Políticas públicas foram decisivas para conter os preços
Imagem: Andrzej Rostek/shutterstock.com
O recuo dos preços dos alimentos é resultado direto de uma combinação de medidas adotadas desde o início do ano para responder à alta registrada no primeiro trimestre de 2024. À época, o aumento do dólar, a redução do rebanho bovino para abate e o crescimento das exportações pressionaram os preços, especialmente das carnes, elevando os custos da cesta básica e preocupando o governo.
Para reverter esse cenário, o governo federal reforçou a política de estoques reguladores para itens essenciais, apoiou a agricultura familiar e estimulou a produção local de insumos estratégicos, como milho para ração animal, o que ajudou a baratear a produção de proteínas. Além disso, houve ampliação do crédito rural e investimentos em infraestrutura logística, o que facilitou o escoamento de produtos para os centros consumidores.
Wellington Dias lembra que a alta dos alimentos afeta principalmente as famílias de baixa renda, cujo orçamento é proporcionalmente mais comprometido com alimentação. Por isso, a resposta precisava ser rápida e eficaz.
Queda registrada em 16 das 17 capitais monitoradas
Os impactos positivos das medidas já aparecem nos dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Entre abril e junho deste ano, 16 das 17 capitais onde o custo da cesta básica é monitorado tiveram redução. Alimentos como carne, ovos, arroz e feijão ficaram mais acessíveis, proporcionando alívio para milhões de lares.
O ministro explica que, além da ampliação dos estoques públicos, o apoio à agricultura familiar foi crucial para garantir a oferta regular e segura de alimentos no mercado interno.
“Estamos mostrando que é possível recuperar o poder de compra das famílias e garantir mais comida na mesa sem depender exclusivamente do mercado externo”, afirmou Dias.
Apoio à produção nacional fortalece resiliência do sistema alimentar
As ações do governo também visam reduzir a vulnerabilidade do Brasil a fatores externos, como variação cambial e eventos climáticos adversos. Para isso, foi dado foco à produção nacional de insumos, principalmente milho, fundamental para a pecuária, além de investimentos em irrigação e outras tecnologias que ajudam a enfrentar secas e enchentes.
O estímulo à produção local não apenas ajudou a derrubar os preços, mas fortaleceu a agricultura familiar, gerando renda e empregos em regiões rurais e promovendo desenvolvimento econômico sustentável.
Expectativa é de estabilidade nos próximos meses
A expectativa do governo é que a estabilidade se mantenha nos próximos meses, com preços mais justos e oferta equilibrada. O MDS continuará monitorando fatores externos, como as flutuações do câmbio e as condições climáticas, para reagir rapidamente a qualquer nova pressão sobre os preços.
Para Wellington Dias, a experiência recente mostra que a combinação de políticas públicas assertivas e investimentos estruturantes pode tornar o sistema alimentar brasileiro mais resiliente e inclusivo.
“Com ações coordenadas, estamos construindo um sistema alimentar capaz de enfrentar choques e garantir segurança para todos, principalmente para os mais pobres”, resumiu o ministro.
Segurança alimentar é prioridade do governo
Imagem: Pla2na / shutterstock.com
Garantir que todos tenham acesso a alimentos de qualidade em quantidade suficiente é um dos pilares do atual governo. Desde o início da gestão, programas como o Bolsa Família foram reforçados para apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que se investiu para estabilizar a produção e abastecer o mercado.
Essa abordagem integrada busca atacar as causas estruturais da insegurança alimentar, ao mesmo tempo em que oferece uma rede de proteção imediata para as famílias mais afetadas por oscilações nos preços.
Combate à fome e ao desperdício
Além das políticas para conter a inflação, o governo também lançou campanhas de conscientização para reduzir o desperdício de alimentos, que ainda é elevado no Brasil. Estima-se que cerca de 30% da produção nacional de alimentos se perca entre o campo e a mesa do consumidor.
Diminuir essas perdas é mais uma forma de garantir que a oferta seja suficiente para todos e de reduzir a pressão sobre os preços.
Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.