O Governo Federal anunciou nesta semana a prorrogação do prazo para que aposentados e pensionistas do INSS contestem descontos indevidos em seus benefícios e solicitem o reembolso dos valores. O prazo, que inicialmente se encerraria no dia 14 de novembro, foi ampliado por mais três meses, com nova data-limite fixada em 14 de fevereiro de 2026.
Grande notícia para aposentados! O dinheiro está liberado e você pode ser o próximo a receber
Prazo para contestar descontos indevidos no INSS vai até 14 de fevereiro; R$ 800 milhões estão disponíveis para devolução.
O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, a medida foi tomada em consenso com órgãos do Judiciário e da administração pública, em razão do número ainda elevado de beneficiários que não solicitaram o reembolso.
“O presidente da República, o Governo do Brasil e o Ministério da Previdência Social querem devolver o dinheiro que foi roubado de vocês. O dinheiro está em caixa. Nós temos pressa para fazer isso”, declarou o ministro.
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Mais de 3,7 milhões de aposentados já receberam os valores de volta
Segundo o balanço divulgado, até o momento cerca de 6 milhões de aposentados e pensionistas acessaram o sistema do INSS para verificar os descontos aplicados. Destes, 3,7 milhões já tiveram os valores devolvidos, em parcela única e com correção monetária pelo IPCA, diretamente na conta onde o benefício é depositado.
“Não tem burocracia, não tem atravessador, não precisa de advogado. Basta ir ao INSS, aos Correios ou acessar o aplicativo Meu INSS e declarar que teve um desconto indevido”, explicou Wolney Queiroz.
O ressarcimento é realizado de forma administrativa, mediante assinatura de um termo de concordância simples. O governo garante que não há necessidade de ação judicial, o que torna o processo rápido e acessível.
Entenda a origem dos descontos indevidos
Associações e entidades de classe estão no centro da controvérsia
Os descontos contestados foram realizados por associações e entidades de classe, que cobravam mensalidades sem autorização expressa dos beneficiários. Em muitos casos, os aposentados sequer sabiam que estavam filiados a essas entidades, ou nunca haviam dado consentimento para os débitos.
A prática foi denunciada por aposentados em diferentes estados e resultou em uma série de investigações. Em resposta, o governo celebrou um acordo com o STF, DPU, MPF, AGU, OAB, INSS e o Ministério da Previdência Social, que criou um arcabouço jurídico para viabilizar a devolução dos valores.
O que muda com a prorrogação do prazo?
Novo prazo: 14 de fevereiro de 2026
A decisão de prorrogar por mais três meses o período de contestação tem como objetivo atender aos beneficiários que não conseguiram solicitar o reembolso a tempo, seja por desinformação, dificuldade de acesso digital ou dúvidas sobre os valores.
“Houve esse consenso de que era melhor ampliar por mais três meses. Então, o prazo vai para 14 de fevereiro, para que qualquer aposentado possa ainda recorrer às agências dos Correios, do INSS ou ao aplicativo Meu INSS”, destacou o ministro.
A expectativa do governo é que, com essa extensão, a maioria dos casos pendentes seja resolvida até o fim do novo prazo, em especial os casos que envolveram contestação por parte das associações envolvidas.
Como saber se você teve descontos indevidos?
Consulta está disponível de forma simples e gratuita
Os aposentados e pensionistas podem verificar se tiveram descontos indevidos diretamente no app Meu INSS, no site do gov.br/meuinss, em agências do INSS ou nas unidades dos Correios, apresentando um documento com foto e o número do CPF.
A ferramenta mostra os descontos realizados por entidades associativas, com identificação da associação e valores cobrados, além de permitir a contestação imediata.
Como solicitar a devolução dos valores?
Veja o passo a passo:
1. Acesse o Meu INSS
- No aplicativo ou pelo site meu.inss.gov.br
- Faça login com CPF e senha do gov.br
2. Consulte o extrato de pagamentos
- Verifique se há descontos questionáveis realizados por associações
3. Solicite a contestação
- No próprio sistema, é possível registrar a contestação administrativa
4. Assine o termo de devolução
- O sistema gerará um termo simples que deve ser aceito pelo beneficiário
5. Aguarde o pagamento
- O reembolso será feito em parcela única, diretamente na conta do benefício
Alternativamente, o processo pode ser feito de forma presencial nas agências do INSS ou dos Correios, especialmente útil para quem não possui familiaridade com meios digitais.
Valores já devolvidos e saldo disponível
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Governo já devolveu R$ 2,5 bilhões
Segundo Wolney Queiroz, dos R$ 3,3 bilhões liberados em crédito extraordinário pelo Congresso Nacional para a devolução dos descontos indevidos:
- R$ 2,5 bilhões já foram pagos a beneficiários
- R$ 800 milhões ainda estão disponíveis em caixa
“Não vai faltar dinheiro. É por isso que o presidente Lula recomendou que a gente fizesse essa propaganda para que as pessoas procurem o INSS”, afirmou o ministro.
Casos com contestação pelas associações estão na mira
Governo promete resolver pendências até fevereiro
Um dos focos da nova etapa é resolver os casos em que houve contestação por parte das associações cobradoras. Nesses casos, o pagamento ficou retido à espera de avaliação. Agora, o governo pretende acelerar essas análises e efetuar os pagamentos.
“É justamente esse percentual que teve os dados contestados pelas associações e que estavam numa espécie de espera. É esse povo que o governo vai pagar agora”, garantiu Queiroz.
O papel do STF e dos órgãos parceiros
Acordo institucional garantiu base jurídica
A devolução dos valores é resultado de um acordo interinstitucional celebrado em 2025, com participação de:
- Supremo Tribunal Federal (STF)
- Defensoria Pública da União (DPU)
- Ministério Público Federal (MPF)
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
- Advocacia-Geral da União (AGU)
- Ministério da Previdência Social
- Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Esse acordo criou um mecanismo administrativo seguro e célere, garantindo transparência e segurança jurídica para a devolução dos recursos.
Recomendação: não deixe para a última hora
O Ministério da Previdência orienta que os beneficiários não deixem para contestar nos últimos dias, evitando filas, congestionamento nos canais de atendimento e perda de prazos.
“O processo é simples e rápido. Não há justificativa para perder esse dinheiro”, reforçou o ministro.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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