Você já imaginou quantos milhões podem ser desviados dos cofres públicos por falta de fiscalização? Pois é exatamente isso que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) estão tentando combater. Um trabalho de revisão minuciosa no Benefício de Prestação Continuada (BPC) revelou um rombo bilionário que ameaça a sustentabilidade da política de assistência.
Entre 2019 e 2025, segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mais de R$ 16 bilhões foram pagos indevidamente para beneficiários que não se enquadravam nos requisitos do BPC. Desse montante, pouco mais de R$ 8,7 milhões voltaram para os cofres públicos — uma recuperação considerada baixa frente à dimensão do problema.
