Meses após a denúncia de que mais de 200 mil pedidos haviam sumido da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, se posicionou sobre o assunto. “Alguém deixou os pedidos numa gaveta”, declarou ele à Folha de São Paulo.
INSS se manifesta após sumiço de mais de 200 mil pedidos; confira
Meses após polêmica do sumiço de mais de 200 mil pedidos da fila do INSS, atual presidente se posiciona sobre o acontecimento. Entenda!
Stefanutto informou que ainda há investigações em andamento internamente para entender se a causa da situação foi um problema no sistema, negligência dos funcionários ou motivação intencional. De acordo com ele, o problema se estende desde o governo anterior.
Entenda o que aconteceu com os pedidos do INSS

De acordo com a Folha, mais de 223 mil requerimentos de benefício não constavam mais na lista do INSS em junho, época do lançamento do Portal da Transparência Previdenciária. O jornal publicou a divergência em agosto, em comparação com o Boletim Estatístico da Previdência Social do mesmo período.
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Segundo o presidente do instituto, esses requerimentos estavam vinculados a uma unidade desativada dentro do sistema do INSS. Assim, para o beneficiário, o pedido aparecia como “em análise”. Todavia, não havia nenhuma tarefa em aberto que permitisse a um servidor do órgão fazer a avaliação.
Nas palavras de Stefanutto, “esses processos não eram enxergados por ninguém”. Ainda não se sabe se isso ocorreu por acaso, erro de sistema ou ação consciente para a redução artificial da fila. Conforme as investigações que aconteceram até o momento, a falha ocorria desde 2022.
Saiba mais sobre outra falha do órgão
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Ao que tudo indica, ainda neste ano, cerca de 49 mil pedidos que já haviam avançado da perícia médica foram encaminhados para o “pós-perícia”. No entanto, eles acabaram ficando em um limbo no INSS, em que os servidores não recebiam nenhum tipo de tarefa relacionada aos pedidos.
Por fim, sobre a falha no Portal da Transparência, Stefanutto declarou que a metodologia utilizada neste ano pelo governo foi a mesma já usada no ano anterior. “Não posso dizer que o número foi colocado por algum tipo de falseamento. Estamos estudando”, disse.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
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