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Invasão tem mandado de prisão contra Moraes e ainda ‘faz o L’; entenda!

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · · 2 min de leitura
Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é alvo de ataque. Hackers invadiram o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e emitiram um mandado de prisão contra Moraes. 

Entretanto, a ordem de prisão que estava disponível no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões era assinada pelo próprio ministro. 

Ou seja, os invasores criaram um mandado de prisão contra Moraes, assinado por Alexandre de Moraes. A Polícia Federal (PF) já está investigando o caso.

Invasão do sistema do CNJ emite mandado de prisão contra Alexandre de Moraes

No dia 4 de janeiro, alguém inseriu no sistema um mandado de prisão contra Moraes. A síntese desse pedido está cheia de ironias e críticas à atuação do ministro do STF.

“Sem me explicar, porque sou como um deus do olimpo, defiro a petição inicial, tanto em razão da minha vontade como pela vontade extraordinária de ver o Lula continuar na presidência.”

A assinatura do falso mandado é concluída com “Faz um L”. Frase muito utilizada por apoiadores do atual presidente Lula.

Além disso, Alexandre de Moraes também teria sido condenado a pagar uma multa no valor de R$ 22,9 milhões. Valor igual ao da multa que o ministro sentenciou o Partido Liberal (PL) — partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O motivo da multa foi em razão do PL ter pedido, no ano passado, a anulação de votos de mais da metade das urnas usadas durante o segundo turno das eleições 2022.

Investigações sobre a ‘prisão’ de Moraes

O falso mandado de prisão contra Moraes apareceu no sistema de monitoramento de prisões na quarta-feira (04) à noite. Assim que identificaram o mandado falso, o CNJ tirou do ar. 

Entretanto, por conta da invasão, o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões ficou fora do ar da noite do dia 04 até a parte da tarde de ontem (05). Prazo que o CNJ tinha divulgado para regularizar o acesso. 

De acordo com o CNJ, foi identificada uma inconsistência em um dos usuários regulares cadastrados no sistema. Portanto, a PF investiga se houve um ataque hacker externo ou se o mandado de prisão contra Moraes foi obra de algum funcionário. 

Imagem: Rogerio Cavalheiro / shutterstock.com

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