Ou seja, os invasores criaram um mandado de prisão contra Moraes, assinado por Alexandre de Moraes. A Polícia Federal (PF) já está investigando o caso.
Invasão do sistema do CNJ emite mandado de prisão contra Alexandre de Moraes
No dia 4 de janeiro, alguém inseriu no sistema um mandado de prisão contra Moraes. A síntese desse pedido está cheia de ironias e críticas à atuação do ministro do STF.
“Sem me explicar, porque sou como um deus do olimpo, defiro a petição inicial, tanto em razão da minha vontade como pela vontade extraordinária de ver o Lula continuar na presidência.”
A assinatura do falso mandado é concluída com “Faz um L”. Frase muito utilizada por apoiadores do atual presidente Lula.
Além disso, Alexandre de Moraes também teria sido condenado a pagar uma multa no valor de R$ 22,9 milhões. Valor igual ao da multa que o ministro sentenciou o Partido Liberal (PL) — partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O motivo da multa foi em razão do PL ter pedido, no ano passado, a anulação de votos de mais da metade das urnas usadas durante o segundo turno das eleições 2022.
Investigações sobre a ‘prisão’ de Moraes
O falso mandado de prisão contra Moraes apareceu no sistema de monitoramento de prisões na quarta-feira (04) à noite. Assim que identificaram o mandado falso, o CNJ tirou do ar.
Entretanto, por conta da invasão, o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões ficou fora do ar da noite do dia 04 até a parte da tarde de ontem (05). Prazo que o CNJ tinha divulgado para regularizar o acesso.
De acordo com o CNJ, foi identificada uma inconsistência em um dos usuários regulares cadastrados no sistema. Portanto, a PF investiga se houve um ataque hacker externo ou se o mandado de prisão contra Moraes foi obra de algum funcionário.
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