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iPhone escuta as conversas dos usuários? Entenda

Apple defende que a Siri no iPhone não grava conversas para personalizar anúncios, após acusações de privacidade e pagamento.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Um Iphone em plano principal. Ao fundo, o lodo da Apple em uma fachada de vidro. IOS 19

Recentemente, a Apple publicou um comunicado oficial esclarecendo que a Siri, assistente digital dos dispositivos iPhone, não utiliza gravações das conversas dos usuários para personalizar anúncios. Essa declaração surge após o pagamento de US$ 95 milhões (aproximadamente R$ 570 milhões) como parte de um acordo em uma ação judicial movida nos Estados Unidos.

A ação acusa a Apple de gravar conversas de usuários sem permissão e de compartilhar esses dados com terceiros. Neste artigo, vamos entender a defesa da Apple, os detalhes do caso e como a empresa aborda a privacidade dos usuários.

O Caso Judicial e a Defesa da Apple

Apple venda iPhone
Imagem: kovop / shutterstock.com

A polêmica ganhou força após uma reportagem do site The Guardian, em 2019, que revelou que funcionários da Apple teriam escutado conversas gravadas pela Siri quando a assistente era acionada acidentalmente. Além disso, usuários relataram que, após essas gravações, começaram a receber anúncios personalizados relacionados aos tópicos mencionados durante as conversas, como marcas e produtos.

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Em resposta a essas acusações, a Apple anunciou que nunca usou os dados da Siri para criar perfis de marketing, personalizar anúncios ou vender as informações a terceiros. A empresa detalhou, ainda, que gravações da assistente digital só ocorrem quando o usuário opta por compartilhá-las para fins de melhoria do serviço.

Como a Siri Protege a Privacidade dos Usuários?

A Apple tem se comprometido a proteger a privacidade de seus usuários. A empresa esclareceu como a Siri processa os dados e como a privacidade é garantida:

Ações no Próprio Dispositivo

A maior parte das interações com a Siri ocorre diretamente no dispositivo, ou seja, o conteúdo das mensagens não é enviado para os servidores da Apple. Isso significa que muitas das funções da assistente são realizadas localmente, sem que dados sensíveis precisem ser compartilhados com a empresa.

Dados Limitados e Identificador Aleatório

Para comandos que exigem comunicação com os servidores da Apple, como pesquisas na web, a empresa utiliza um identificador aleatório, o que garante que os pedidos não sejam associados à conta Apple do usuário. Dessa forma, os dados são processados de forma anônima, minimizando os riscos de violação de privacidade.

Compartilhamento de Dados Opcional

A Apple explicou que, em alguns casos, os usuários podem optar por compartilhar seus dados com a empresa para ajudar a melhorar o funcionamento da Siri. No entanto, essa gravação só ocorre com a autorização expressa do usuário e é voltada para a melhoria do serviço. Além disso, o usuário pode desativar essa opção a qualquer momento nas configurações do dispositivo.

Proteção com Private Cloud Compute

Com a introdução do Apple Intelligence, novos recursos de inteligência artificial serão implementados na Siri. Esses recursos serão executados localmente, ou seja, no próprio dispositivo do usuário, e protegidos pela Private Cloud Compute, uma tecnologia que impede o acesso de terceiros aos dados processados pela Siri.

Ações Legais e o Acordo de US$ 95 Milhões

A ação judicial movida contra a Apple busca responsabilizar a empresa por coletar e compartilhar dados privados de usuários sem consentimento. O processo envolveu uma alegação de que a Apple gravava conversas de usuários que eram acidentalmente acionadas pela Siri, e essas gravações eram, de alguma forma, usadas para personalizar anúncios.

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Como parte de um acordo para encerrar a ação coletiva, a Apple concordou em pagar US$ 95 milhões, que serão destinados a indenizações para os usuários afetados. O valor será distribuído entre pessoas que possuíram dispositivos Apple compatíveis com a Siri entre setembro de 2014 e dezembro de 2024 nos Estados Unidos. Isso inclui iPhones, iPads, Apple Watches e outros produtos da Apple.

A quantia máxima que cada participante da ação poderá receber é de até US$ 20, embora esse valor possa variar de acordo com o número de pessoas envolvidas no processo. Vale ressaltar que o acordo ainda precisa ser aprovado pelo tribunal, e a decisão final sobre o pagamento pode ser revisada.

O Impacto das Denúncias e o Futuro da Privacidade da Siri

Mãos segurando um iPhone propagandas
Imagem: chainarong06 / Shutterstock.com

As alegações de que a Siri gravaria conversas sem consentimento e usaria essas informações para fins comerciais geraram grande preocupação sobre a privacidade dos dados dos usuários. A Apple, no entanto, tem se esforçado para garantir que seus dispositivos atendam aos mais altos padrões de privacidade, destacando-se pela segurança no tratamento das informações.

Com a chegada de novos recursos baseados em inteligência artificial, como o Apple Intelligence, a Apple promete continuar reforçando a segurança dos dados dos usuários. A empresa enfatiza que a maioria dos recursos de IA será processada diretamente no dispositivo, sem a necessidade de enviar dados pessoais para servidores externos, garantindo maior controle e proteção para os usuários.

Considerações finais

Embora o acordo de US$ 95 milhões tenha sido uma forma da Apple resolver as acusações de privacidade, a empresa tem reforçado sua posição sobre a proteção de dados dos usuários. A Siri, assistente virtual dos iPhones, foi projetada para garantir a privacidade, com a opção de compartilhar ou não informações para fins de melhoria do serviço.

Com os novos recursos de inteligência artificial, a Apple espera continuar oferecendo inovação sem comprometer a segurança de seus usuários. No entanto, é importante que os consumidores fiquem atentos às configurações de privacidade em seus dispositivos para garantir que seus dados estejam sendo usados de acordo com suas preferências.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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