O Senado aprovou nesta quinta-feira (7), de forma simbólica, o projeto de lei que garante a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda de até dois salários mínimos — o equivalente a R$ 3.036 em 2025. O texto segue agora para sanção presidencial e deve beneficiar milhões de brasileiros.
Isenção do IR para até dois salários mínimos é aprovada pelo Senado
Senado aprova isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos. Projeto segue para sanção presidencial.
A proposta mantém o mesmo conteúdo da medida provisória enviada pelo governo federal em abril e que perderia validade na próxima segunda-feira (11). O objetivo é ajustar a primeira faixa de isenção ao novo valor do salário mínimo, que subiu para R$ 1.518.
Leia mais:
Imposto de Renda: saiba como resgatar valores esquecidos após 1 ano
Sessão ocorreu após acordo com a oposição

A votação foi viabilizada após a oposição desocupar o plenário do Senado, que estava ocupado desde terça-feira (5) como forma de protesto. Os parlamentares oposicionistas reivindicavam o avanço do processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se manifestavam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo informações da presidência da Casa, o acordo foi construído após dias de negociações conduzidas por Davi Alcolumbre (União-AP). Antes mesmo do desfecho, o presidente do Senado havia cogitado realizar uma votação em sistema remoto para impedir a paralisação da pauta legislativa.
Conteúdo do projeto aprovado
O projeto aprovado no Senado foi apresentado originalmente pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e relatado na Casa Alta pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
O texto determina que trabalhadores com rendimento mensal de até dois salários mínimos ficarão isentos do pagamento do IR. A medida busca corrigir a tabela progressiva do imposto, preservando a renda líquida de quem recebe menos e evitando que aumentos salariais decorrentes do reajuste mínimo resultem em maior tributação.
Ajuste acompanha reajuste do salário mínimo
A medida provisória e o projeto aprovado refletem a política de manter a isenção alinhada ao salário mínimo. Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.518, a faixa de isenção passou a cobrir rendimentos de até R$ 3.036, considerando dois salários.
Essa atualização era aguardada por sindicatos, centrais de trabalhadores e especialistas em política tributária, que alertavam para a defasagem da tabela do IR e o impacto disso sobre famílias de baixa renda.
Trâmite legislativo e próximos passos
O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na última terça-feira (5) e, agora, após aprovação no plenário, segue para sanção presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar a medida ainda em agosto, evitando que a isenção deixe de valer.
Na Câmara, o projeto foi aprovado no fim de junho sob relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL), que também é relator de outra proposta sobre o Imposto de Renda. Essa segunda proposta amplia a isenção para quem recebe até R$ 5 mil, mas ainda aguarda análise pelo plenário da Casa.
Impacto econômico e social

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Segundo estimativas de economistas, a ampliação da faixa de isenção pode representar uma redução significativa na arrecadação federal, mas também um alívio financeiro para milhões de contribuintes. A medida deve beneficiar especialmente trabalhadores formais de baixa renda, aposentados e pensionistas que recebem até dois salários mínimos.
Alívio para famílias de baixa renda
Para famílias que vivem com renda limitada, a isenção significa maior poder de compra e mais recursos disponíveis para despesas essenciais, como alimentação, transporte e saúde. Especialistas afirmam que, apesar da renúncia fiscal, o efeito sobre a economia pode ser positivo devido ao aumento do consumo.
Repercussão política
A aprovação foi celebrada por parlamentares da base governista como um compromisso cumprido na agenda de justiça tributária. O senador Jaques Wagner destacou que a medida corrige uma distorção histórica e protege o trabalhador de baixa renda dos efeitos da inflação.
Já parte da oposição, apesar de liberar a votação, ressaltou que o ideal seria avançar na proposta que eleva a isenção para até R$ 5 mil, considerada mais abrangente.
O que muda para o contribuinte
Com a sanção, trabalhadores com renda mensal bruta de até R$ 3.036 não precisarão pagar Imposto de Renda. Na prática, isso significa que esses contribuintes ficarão livres do desconto mensal na folha ou da retenção na fonte, e não terão que recolher valores na declaração anual.
Pode ser do seu interesse:
