Itaú confirma dividendo adicional no início de 2026 e mantém tradição de pagamento
O chamado dividendo extraordinário do Itaú (ITUB4) já se tornou parte da rotina do banco, segundo afirmou Milton Maluhy Filho, presidente da instituição financeira, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6), em que apresentou os resultados do segundo trimestre de 2025.
Apesar da classificação formal como extraordinário, o próprio executivo destacou que esse tipo de distribuição de lucros já não pode mais ser considerado fora do comum, dada a frequência com que ocorre.
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Planejamento de capital não prevê retenção de excesso
Maluhy antecipou que o Itaú distribuirá novamente dividendos relevantes no início de 2026, caso o cenário atual permaneça inalterado. A sinalização do banco é clara: a política de dividendos está consolidada, e o planejamento de capital continua abrindo espaço para novas distribuições aos acionistas.
“Antecipamos um dividendo importante a ser distribuído no começo do ano que vem”, afirmou o CEO do Itaú.
A fala reforça o compromisso do banco com seus investidores e mostra que, mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador, o banco mantém resiliência em seus resultados e solidez em sua estrutura de capital.
Resultados do 2º trimestre de 2025 sustentam otimismo
Rentabilidade segue elevada com foco em eficiência
A divulgação dos números do segundo trimestre de 2025 trouxe mais fundamentos para o otimismo. Embora os dados detalhados ainda estejam sendo processados pelo mercado, a sinalização do alto escalão do banco aponta para um cenário estável de rentabilidade e eficiência operacional.
Maluhy Filho também destacou que, caso o atual ambiente de negócios seja mantido, o Itaú não terá necessidade de reter capital excedente, o que reforça a intenção de continuar premiando os acionistas com retornos consistentes.
Política de dividendos: consistência sem guidance
Banco mantém estratégia sem previsão formal de payout
Apesar da clareza nas falas sobre os dividendos, o banco evita adotar guidance formal de payout, ou seja, uma previsão pública do percentual de lucro que será destinado à distribuição.
“Não damos guidance de payout, mas temos consistência com a forma de apuração e distribuição dos dividendos”, explicou Maluhy.
Ou seja, embora o Itaú não divulgue antecipadamente a proporção exata dos lucros que será distribuída aos acionistas, há uma política clara e historicamente estável por trás dos anúncios frequentes de proventos.
Proventos recentes: R$ 0,59 por ação
Valores aprovados em maio e agosto compõem pagamento
Entre os proventos mais recentes anunciados pelo banco, destaca-se o pagamento de R$ 0,59 por ação — valor que contempla tanto dividendos já aprovados em agosto quanto outros previamente declarados em maio.
Esse valor reforça o patamar elevado da remuneração oferecida aos acionistas, especialmente em tempos em que o rendimento das ações se torna cada vez mais relevante para investidores de perfil conservador e focado em geração de caixa.
Detalhamento dos pagamentos:
- Valor total por ação: R$ 0,59
- Datas de aprovação: maio e agosto de 2025
- Categoria dos proventos: dividendos e juros sobre capital próprio (JSCP)
Revisão das projeções para 2025 reforça confiança
Expectativa de aumento na margem financeira com clientes
Durante a coletiva, o Itaú também aproveitou para revisar suas projeções para o ano de 2025, com destaque para o crescimento da margem financeira com clientes. O banco passou a projetar um avanço ainda mais robusto nessa linha de receita, impulsionado por uma maior atividade de crédito e melhor perfil de inadimplência.
Essa revisão nas projeções adiciona mais combustível ao otimismo em relação aos dividendos do início de 2026. Se os lucros continuarem crescendo e os custos operacionais sob controle, a tendência é de novos pagamentos elevados, mesmo sem classificação formal de “extraordinários”.
O que sustenta a política de dividendos do Itaú
Lucro consistente e estrutura sólida garantem os pagamentos
1. Lucro recorrente elevado
A capacidade do banco de gerar lucros consistentes é um dos pilares que sustentam a política atual de distribuição. O Itaú tem apresentado crescimento sólido mesmo em ciclos econômicos mais difíceis, demonstrando boa gestão de risco e ampla diversificação de produtos.
2. Planejamento de capital eficiente
O planejamento de capital do banco prevê baixa retenção de excedentes, o que facilita a destinação de recursos para proventos. A gestão eficiente do balanço e o controle sobre ativos de risco mantêm o banco dentro dos parâmetros regulatórios com folga.
3. Governança corporativa
Com histórico de boas práticas de governança, o Itaú segue critérios rigorosos na apuração e validação dos lucros a serem distribuídos. Isso dá transparência e previsibilidade aos investidores, o que é valorizado especialmente por quem investe com foco em dividendos.
ITUB4: ações com atratividade no mercado
Investidores veem a ação como forte geradora de caixa
Os papéis preferenciais do Itaú (ITUB4) continuam sendo uma das escolhas favoritas dos investidores em busca de renda passiva. O retorno por dividendos (dividend yield) atrativo, aliado à previsibilidade de lucros e solidez do banco, mantém a ação entre as mais negociadas da B3.
Perfil dos investidores em ITUB4
- Institucionais: buscam segurança e previsibilidade de caixa
- Pessoa física: atraídos pelo histórico de dividendos e valorização
- Investidores de longo prazo: foco na geração de valor consistente
O “extraordinário” virou recorrente
Comunicação com mercado se alinha à prática
A declaração de Milton Maluhy Filho de que o dividendo extraordinário do Itaú “já deixou de ser extraordinário” revela uma mudança importante na comunicação do banco com o mercado. O que antes era tratado como uma distribuição eventual e condicionada a sobras específicas, hoje passa a ser entendido como parte do planejamento anual.
Essa mudança semântica é significativa: indica que o Itaú integrou a prática de distribuição elevada de lucros ao seu modelo de negócios, o que impacta diretamente a percepção de valor por parte dos acionistas.
O que esperar para o início de 2026

Sinais indicam nova distribuição robusta
Com base nas falas do presidente do banco e nas projeções atualizadas para 2025, os investidores podem esperar um novo ciclo de proventos no início de 2026. Embora não haja confirmação oficial de valores ou datas, a consistência histórica e a saúde financeira do banco apontam para mais um pagamento robusto.
Conclusão
Itaú consolida imagem como banco de retorno ao acionista
O Itaú reafirma seu compromisso com uma política sólida de dividendos, mesmo evitando guidance oficial. A declaração de que o dividendo “extraordinário” já não é mais uma exceção reforça a confiança do mercado no banco e atrai ainda mais atenção dos investidores que priorizam renda.
Com resultados positivos no segundo trimestre de 2025, projeções revisadas para cima e planejamento de capital saudável, o Itaú consolida sua posição como referência em retorno ao acionista no setor bancário brasileiro.