O Itaú Unibanco (ITUB4) foi o destaque absoluto entre as carteiras recomendadas de bancos, corretoras e casas de análise para o mês de junho de 2025, segundo levantamento do portal Money Times. A ação aparece em 12 das 18 carteiras analisadas, superando gigantes como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), ambas com 11 recomendações cada.
Itaú (ITUB4) é a ação mais indicada para junho, segundo 18 analistas; veja lista completa
Itaú (ITUB4) lidera recomendações em junho. Veja também os destaques de Petrobras, Vale e projeções para o Ibovespa.
A liderança do Itaú reflete a solidez dos resultados do banco no primeiro trimestre e a expectativa de melhora nos spreads e nas receitas com tarifas. Já Petrobras e Vale seguem na mira dos analistas por conta do desempenho operacional, potencial de dividendos e condições favoráveis do mercado de commodities.
Este movimento ocorre em meio a um cenário mais otimista para a bolsa brasileira, com o Ibovespa atingindo os 140 mil pontos em maio, favorecido pelo fluxo estrangeiro e pelas expectativas de corte na Selic até o final do ano.
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Itaú Unibanco (ITUB4): destaque com lucros consistentes e spreads em alta
O Itaú Unibanco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) de 22,5% e eficiência operacional de 38%. Os números foram considerados positivos por analistas, que projetam crescimento sustentável da margem financeira ao longo do ano.
Segundo o Santander, o banco pode elevar seu ROE de longo prazo de 19% para 20%, sustentado por:
- Melhora nos spreads de crédito
- Aumento das receitas com comissões
- Estabilização da inadimplência
- Foco na concessão de crédito em segmentos selecionados
Riscos no radar:
- Desaceleração da economia
- Aumento inesperado da inadimplência
- Concorrência das fintechs no crédito e nos serviços bancários digitais
Apesar dos desafios, o Itaú tem mostrado resiliência e previsibilidade, o que o torna uma aposta segura para investidores em busca de estabilidade e dividendos consistentes.
Petrobras (PETR4): dividendos gordos e operação eficiente

A Petrobras se mantém entre as favoritas dos analistas, aparecendo em 11 carteiras recomendadas para junho. A Terra Investimentos destaca a companhia pela sua liderança na exploração e refino de petróleo no Brasil, com produção de 2,2 milhões de barris/dia e capacidade de refino de 1,7 milhão de barris/dia.
Com baixos custos de extração e margens brutas na casa dos 52%, a Petrobras garante rentabilidade robusta e espaço para pagar dividendos atrativos, estimados em 15% nos próximos 12 meses.
Resultados do 1º trimestre de 2025:
- Lucro líquido de R$ 35,2 bilhões
- Alta de 48,6% na comparação anual
- Resultado superou estimativas do mercado (R$ 28,5 bilhões)
Pontos de atenção:
- Volatilidade nos preços internacionais do petróleo
- Interferência política nas decisões de investimento e distribuição de lucros
- Mudanças no marco regulatório e ambiental
Mesmo com esses riscos, o forte fluxo de caixa e a posição estratégica no setor tornam a Petrobras uma peça-chave em carteiras voltadas para dividendos e geração de valor no longo prazo.
Vale (VALE3): prêmios no minério de ferro e dividendos no horizonte
A Vale também figura entre as mais indicadas para junho, com 11 recomendações. A mineradora é apontada como beneficiária de um cenário favorável para o minério de ferro, com prêmios mais altos e foco em eficiência operacional.
O Banco Safra justifica sua indicação pela expectativa de:
- Aumento da produção
- Redução de custos
- Valuation ainda atrativo em comparação a concorrentes internacionais
Resultados do 1º trimestre de 2025:
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- Lucro líquido de US$ 1,39 bilhão
- Queda de 17% frente ao mesmo período de 2024
- Abaixo da expectativa do mercado (US$ 1,62 bilhão)
Apesar do recuo no lucro, os analistas apontam que a firmeza na demanda chinesa e a possibilidade de dividendos extraordinários ou recompra de ações mantêm a Vale como uma opção sólida para investidores que buscam valorização e fluxo de caixa.
Expectativas para o Ibovespa em junho
A Empiricus Research acredita que o mercado brasileiro inicia um novo ciclo de valorização, com base em fundamentos como:
- Valuation atrativo: o Ibovespa negocia a um P/L projetado de 9,0x para 2026, abaixo da média histórica de 11,4x
- Pico da Selic: expectativa de início dos cortes de juros no fim de 2025
- Fluxo estrangeiro positivo: investidores globais saindo da bolsa americana em busca de diversificação e preços descontados
- Estabilidade política regional e resiliência nos lucros corporativos
Cenário externo favorece mercados emergentes
A saída de capital dos EUA, motivada pelo chamado “Trumponomics”, que gera incertezas econômicas e políticas, tem redirecionado recursos para países da América Latina. O Brasil, nesse contexto, desponta como uma das principais alternativas para alocação de capital, graças a:
- Perspectiva de melhora fiscal a partir de 2027
- Inflação sob controle
- Política monetária previsível
Outras ações recomendadas para junho

Além de Itaú, Petrobras e Vale, o levantamento identificou outras empresas com forte presença nas carteiras dos analistas:
| Posição | Ação | Nº de recomendações |
|---|---|---|
| 4º | Eletrobras | 8 |
| 4º | Equatorial | 8 |
| 4º | Prio (PetroRio) | 8 |
| 7º | Copel (CPLE6) | 7 |
| 8º | Caixa Seguridade | 6 |
| 8º | Suzano | 6 |
| 8º | Sabesp (SBSP3) | 6 |
Essas empresas representam setores estratégicos como energia elétrica, petróleo, saneamento, seguridade e papel e celulose, apontando para uma diversificação temática entre crescimento, geração de caixa e proteção contra oscilações econômicas.
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