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Itaú não se envolve com hipóteses — mas promete cumprir tudo, incluindo a Lei Magnitsky!

CEO do Itaú afirma que o banco cumpre todas as leis internacionais, incluindo a Lei Magnitsky, mas evita comentar sanções contra Moraes.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
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O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, reforçou nesta quarta-feira (6.ago.2025) o compromisso do banco com a conformidade legal em todos os países onde opera. A declaração foi feita durante uma teleconferência sobre os resultados financeiros do 2º trimestre de 2025.

Sem entrar em polêmicas, o executivo evitou comentar diretamente as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky dos Estados Unidos.

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O que é a Lei Magnitsky?

Imagem de uma pessoa segurando o celular com a tela ligada do app do Itaú.
Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com

A Lei Magnitsky Global é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo norte-americano aplicar sanções contra indivíduos e organizações envolvidas em corrupção ou violações de direitos humanos, independentemente do país de origem.

O instrumento jurídico ganhou notoriedade ao ser aplicado recentemente contra o ministro Alexandre de Moraes, colocando o tema no centro do debate político e financeiro brasileiro.

Com sanções que incluem o congelamento de ativos em solo americano e a proibição de transações com empresas e instituições financeiras dos EUA, a aplicação da Lei Magnitsky levanta preocupações diretas sobre a forma como bancos internacionais devem agir diante de figuras públicas sancionadas.

O posicionamento do Itaú

“Cumprimos as leis onde atuamos”

Milton Maluhy afirmou, de maneira clara e objetiva, que o Itaú segue com rigor todas as legislações dos países em que está presente. O banco possui operações em 19 jurisdições diferentes, o que exige um alto nível de compliance internacional.

“Cumprimos rigorosamente as leis de todas as jurisdições onde atuamos”, declarou Maluhy.

Além disso, o CEO ressaltou que a instituição trabalha com os melhores consultores e escritórios jurídicos para garantir que todos os processos estejam alinhados às legislações locais e internacionais.

Evitando o campo das hipóteses

Durante a coletiva, Maluhy foi questionado sobre a possibilidade de desdobramentos futuros da sanção americana a outras autoridades brasileiras, ou mesmo se haveria alguma implicação direta ao Itaú. O executivo optou pela cautela:

“Discutir extensão é algo que eu prefiro não comentar. Esse é um tema que não temos controle algum. Naturalmente, não discutimos o campo das hipóteses”, pontuou.

Ele ainda reforçou que o banco não comenta casos específicos, tanto por questões legais, como o sigilo bancário e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), quanto por precaução diante de cenários políticos e diplomáticos ainda em aberto.

Impactos da Lei Magnitsky no Brasil

Caso Alexandre de Moraes amplia atenção sobre o tema

A sanção imposta ao ministro do STF aumentou a relevância da Lei Magnitsky no debate público e jurídico brasileiro.

Trata-se de uma situação sem precedentes envolvendo uma autoridade de tão alto escalão. Para bancos, investidores e empresas multinacionais, o episódio levanta uma série de questionamentos:

  • Como lidar com autoridades sancionadas?
  • Existe risco de bloqueio de ativos?
  • Há impacto nas relações bancárias e comerciais?

No entanto, até o momento, nenhuma instituição financeira no Brasil confirmou ações diretas ligadas a esse episódio.

Como bancos devem se posicionar?

Especialistas em direito internacional afirmam que instituições financeiras, como o Itaú, precisam agir com cautela e base legal clara.

Embora não estejam diretamente subordinadas à legislação americana, transações internacionais com instituições nos EUA — ou que envolvam moedas como o dólar — podem ser afetadas.

“A prudência demonstrada pelo Itaú está alinhada às melhores práticas de governança. Evitar especulações nesse contexto é estratégico”, afirma o advogado e consultor em compliance, Carlos Souza Neto.

Estrutura de compliance do Itaú

Equipe jurídica robusta

O Itaú conta com uma das maiores estruturas jurídicas do setor bancário na América Latina. Segundo Maluhy, o banco se cerca dos melhores consultores e advogados externos, além de uma equipe interna especializada em legislação internacional.

“Temos advogados externos e nos cercamos dos melhores consultores jurídicos”, destacou o CEO.

Foco em segurança jurídica e reputação

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A reputação é um dos principais ativos de qualquer banco. Com operações em países como Estados Unidos, Argentina, Chile, Uruguai e Reino Unido, o Itaú precisa manter padrões elevados de integridade para garantir a confiança do mercado e de seus acionistas.

O compromisso com o cumprimento da Lei Magnitsky, ainda que de forma indireta, demonstra a preocupação do banco com governança, transparência e segurança jurídica.

Lucros e resultados financeiros

Crescimento de 14,3% no 2º trimestre de 2025

Mesmo diante de um cenário de tensões políticas e econômicas, o Itaú apresentou resultados robustos. O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Esse resultado demonstra a solidez da instituição e sua capacidade de adaptação mesmo em momentos de incerteza.

Foco em crescimento sustentável

O bom desempenho financeiro vem acompanhado de uma estratégia clara de expansão internacional e digitalização de serviços, com investimentos em tecnologia, segurança da informação e novos produtos financeiros.

Repercussões políticas e econômicas

Itaú
Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Bancos sob pressão internacional

Com o aumento das sanções internacionais baseadas em normas como a Lei Magnitsky, os bancos brasileiros podem enfrentar pressões cada vez maiores para se posicionarem frente a medidas aplicadas por governos estrangeiros.

No entanto, instituições como o Itaú preferem manter o foco em segurança jurídica e estabilidade institucional, evitando envolvimento em debates de natureza política ou diplomática.

“O posicionamento do Itaú é o mais adequado. A neutralidade protege o banco e seus clientes”, afirma a economista e especialista em regulação financeira, Mariana Tavares.

Conclusão

Diante do avanço da Lei Magnitsky e suas implicações globais, o posicionamento do Itaú é um reflexo de sua política de governança corporativa responsável.

Ao reafirmar o compromisso com todas as legislações onde atua, o banco fortalece sua imagem perante o mercado e evita envolvimentos em cenários hipotéticos que possam comprometer sua neutralidade institucional.

A postura prudente do CEO Milton Maluhy reforça a maturidade da instituição diante de um cenário geopolítico cada vez mais complexo. Sem tomar partido, o Itaú envia uma mensagem clara: respeitar a lei é prioridade, independentemente do contexto político.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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