A JHSF Participações, holding brasileira de empreendimentos de alto padrão, voltou a ocupar o centro das atenções do mercado ao anunciar que já considera uma nova expansão do aeroporto executivo Catarina, em São Roque (SP), mesmo antes de concluir as obras atualmente em andamento.
JHSF avalia ampliar aeroporto executivo para atender maior demanda
JHSF estuda expandir novamente o aeroporto executivo Catarina, em São Roque (SP), após lucro de R$ 245,8 milhões no 2º trimestre de 2025. Entenda os planos!
A avaliação é fruto de resultados financeiros expressivos e de uma demanda que cresce acima das projeções iniciais.
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O desempenho financeiro que impulsiona os planos

No segundo trimestre de 2025, a companhia registrou um lucro líquido consolidado de R$ 245,8 milhões, o que representa uma alta de 45,6% frente ao mesmo período de 2024. O avanço robusto nos resultados não só reforça a estratégia de diversificação dos negócios do grupo como também dá fôlego para novos investimentos.
Esse desempenho foi puxado por ganhos expressivos em diferentes frentes: incorporação imobiliária, shoppings de luxo, aviação executiva e clubes e residências.
Resultados por segmento
- Incorporação imobiliária: R$ 105,9 milhões de lucro.
- Shoppings: R$ 14,9 milhões.
- Aviação executiva: R$ 42,2 milhões.
- Clubes e residências: R$ 136,6 milhões (com ganho contábil de propriedades).
A soma reflete o posicionamento da JHSF como uma empresa integrada ao ecossistema de consumo de luxo, capaz de gerar receita em diversas áreas interligadas.
O atual projeto de expansão do Catarina
Inaugurado em 2019, o Aeroporto Executivo Catarina já é considerado o maior do Estado de São Paulo em movimentos internacionais de aviação executiva, concentrando 76% dos pousos e decolagens desse segmento.
Atualmente, o aeroporto passa por uma ampliação que aumentará de 12 para 16 o número de hangares disponíveis. As obras incluem ainda:
- construção de um pátio adicional para aeronaves;
- instalação de nova pista de taxiamento;
- áreas de apoio para tripulações.
A entrega das melhorias está prevista até o final de 2025 e, segundo a empresa, deve acomodar parte da atual lista de espera de mais de 100 aeronaves.
“Expansão não será suficiente”
O presidente da JHSF, Augusto Martins, antecipou que, mesmo com as novas estruturas, a demanda tende a superar a capacidade. “Já estamos percebendo que será preciso uma nova expansão depois desta”, declarou em entrevista ao Estadão/Broadcast.
A aviação executiva como motor de crescimento
A movimentação no Catarina cresceu 64% no segundo trimestre de 2025, alcançando 7 mil pousos e decolagens (média de 77 por dia). Além disso, o abastecimento de aeronaves atingiu 3,2 milhões de litros de combustível, um salto de 54% em relação ao mesmo período de 2024.
Esses números reforçam a força do segmento como unidade de negócios. “A demanda é muito forte nesta área e continuará a ser um diferencial para o grupo”, destacou Martins.
Terrenos disponíveis e investimento marginal
Para uma futura expansão, a JHSF já dispõe de terrenos adjacentes ao aeroporto. Segundo a direção, a infraestrutura básica já construída torna o investimento de novas ampliações marginal em comparação ao desembolso inicial.
Ponto estratégico para o ecossistema de luxo
Mais do que um aeroporto, o Catarina funciona como porta de entrada para os clientes da JHSF. Boa parte do público de alto poder aquisitivo que frequenta empreendimentos como o shopping Cidade Jardim, os hotéis Fasano e o Complexo Boa Vista chega ao interior paulista por meio do terminal executivo.
“É um ponto estratégico para nossos clientes, que têm aeronaves e circulam pelo ecossistema da JHSF”, explicou Martins.
Foco na aviação executiva, não em voos comerciais
Questionado sobre a possibilidade de transformar o Catarina em aeroporto de voos comerciais, o executivo negou. “O foco é crescer em aviação executiva”, afirmou.
Shoppings: desempenho acima do mercado
Outro destaque do trimestre veio do setor de shoppings, com alta de 17% nas vendas, que chegaram a R$ 1,188 bilhão. O Cidade Jardim foi o grande protagonista, com crescimento de 26,9%.
Principais fatores para o resultado
- fortalecimento do mix de lojas;
- valorização do conceito de lifestyle center;
- presença de marcas internacionais de luxo.
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+311 mil seguidores
Entre as novidades confirmadas:
- Chanel abrirá uma flagship de 1.200 m²;
- Dior, Prada e Tiffany & Co dobrarão de tamanho;
- Rolex transformará sua unidade em flagship na América Latina;
- inauguração de um centro de saúde e bem-estar com 2 mil m².
Incorporação imobiliária: novos lançamentos bilionários

No segmento imobiliário, as vendas do trimestre somaram R$ 293,8 milhões, alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Novos projetos anunciados
- Fazenda Santa Helena (Bragança Paulista): condomínio de luxo com VGV de R$ 1,2 bilhão na primeira fase.
- Boa Vista States (Porto Feliz): novo empreendimento integrado ao Complexo Boa Vista, com VGV inicial de R$ 1 bilhão.
Além disso, o Boa Vista Village ganhará uma unidade do Colégio Visconde de Porto Seguro e uma clínica Einstein, reforçando o conceito de comunidade de alto padrão.
Perspectivas e desafios
Com resultados recordes e demanda crescente, a JHSF se encontra em posição privilegiada para expandir ainda mais seu portfólio. No entanto, alguns pontos devem ser acompanhados:
Desafios à frente
- Infraestrutura regional: necessidade de integração com rodovias e apoio logístico.
- Regulação: eventuais restrições ambientais e urbanísticas.
- Concorrência: avanço de outras operadoras em nichos de luxo e aviação executiva.
Apesar disso, a combinação de diversificação dos negócios e sinergia entre empreendimentos coloca a JHSF em destaque no mercado.
Considerações finais
A possibilidade de uma nova expansão do Aeroporto Executivo Catarina, em São Roque, simboliza o momento de vigor da JHSF. A empresa não só consolidou seus resultados financeiros com alta de quase 46% no lucro trimestral, como também reforçou seu posicionamento como plataforma de negócios de luxo integrada.
Com shoppings que atraem as maiores marcas do mundo, empreendimentos imobiliários bilionários e um aeroporto que se torna cada vez mais estratégico, a JHSF sinaliza que está pronta para um novo ciclo de crescimento — sempre mirando o público de alta renda que é a base do seu ecossistema.
