Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Jogadora vence ação na Justiça após não ser remunerada durante a gestação

Uma jogadora de futebol islandesa venceu uma ação na Justiça depois de parar de ser remunerada no período de gestação

Gabriela SchulzPor Gabriela Schulz2 min de leitura
ingressos Na imagem aparecem os pés de um jogador de futebol parando uma bola. Ele usa chuteira da Nike preta e verde. No canto direito aparece o pé de outro jogador com chuteira laranja e rosa. cbf

Uma jogadora de futebol islandesa levou a melhor em uma disputa que travou na Justiça contra sua antiga equipe, o Lyon da França. Sara Bjrörk ganhou a ação que pedia o recebimento de salário relativo aos meses que esteve ausente por conta da gestação.

A decisão foi tomado pelo Tribunal de Futebol da Fifa e divulgada pelo portal Players Tribune. O artigo se chama “O que aconteceu quando eu fiquei grávida” e foi escrito pela própria meio-campista, que atualmente joga pela Juventus da Itália.

Regra da Fifa para casos de gravidez

Ao descobrir que estava grávida, Bjrörk relutou em contar ao time no qual jogava, inicialmente chegando até mesmo a atuar em um jogo pela Champions League feminina já em processo gestacional. Depois de informar o Lyon da gravidez, ela viajou a seu país natal para estar próxima da família.

Quando começou a receber menos que o salário devido, a jogadora conversou com seus advogados acerca de uma regra que estava sendo elaborada pelo FIFPRO para proteger os direitos das jogadoras profissionais que engravidassem.

“Essa regra era bem nova, mas eu lembrava vagamente disso por causa de uma conversa informal com algumas jogadoras uma vez, antes de eu ficar grávida […] eu lembro especificamente que Jodie Taylor [outra jogadora] estava sentada na mesa, e ela disse que o FIFPRO estava trabalhando nessa questão da gravidez e da licença maternidade para jogadoras profissionais”, escreveu ela na publicação.

Decisão da Fifa

Ficou determinado que o Lyon deveria pagar à jogadora todo o salário devido. Bjrörk ainda contou que a determinação judicial levou em conta falta de responsabilidade do clube para com a atleta.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

De acordo com ela, o Lyon não entrou em contato com ela durante nenhum momento da gravidez, nem procurou saber se ela estava física e mentalmente bem. Ela ainda conta que seguiu treinando duro em seu tempo na Islândia, mesmo grávida.

Bjrörk finalizou seu artigo alegando que o processo não foi somente por “negócios”, mas sim por seus direitos como trabalhadora e mulher. Ela acredita que a decisão representa uma vitória importante para o futebol feminino.

Imagem: Fernando Torres / CBF / Agência Brasil

Gabriela Schulz

Autor

Gabriela Schulz

Jornalista | Redatora | Editora de vídeo. Porto Alegre - RS

Topicos relacionados