Regra da Fifa para casos de gravidez
Ao descobrir que estava grávida, Bjrörk relutou em contar ao time no qual jogava, inicialmente chegando até mesmo a atuar em um jogo pela Champions League feminina já em processo gestacional. Depois de informar o Lyon da gravidez, ela viajou a seu país natal para estar próxima da família.
Quando começou a receber menos que o salário devido, a jogadora conversou com seus advogados acerca de uma regra que estava sendo elaborada pelo FIFPRO para proteger os direitos das jogadoras profissionais que engravidassem.
“Essa regra era bem nova, mas eu lembrava vagamente disso por causa de uma conversa informal com algumas jogadoras uma vez, antes de eu ficar grávida […] eu lembro especificamente que Jodie Taylor [outra jogadora] estava sentada na mesa, e ela disse que o FIFPRO estava trabalhando nessa questão da gravidez e da licença maternidade para jogadoras profissionais”, escreveu ela na publicação.
Decisão da Fifa
Ficou determinado que o Lyon deveria pagar à jogadora todo o salário devido. Bjrörk ainda contou que a determinação judicial levou em conta falta de responsabilidade do clube para com a atleta.
De acordo com ela, o Lyon não entrou em contato com ela durante nenhum momento da gravidez, nem procurou saber se ela estava física e mentalmente bem. Ela ainda conta que seguiu treinando duro em seu tempo na Islândia, mesmo grávida.
Bjrörk finalizou seu artigo alegando que o processo não foi somente por “negócios”, mas sim por seus direitos como trabalhadora e mulher. Ela acredita que a decisão representa uma vitória importante para o futebol feminino.
Imagem: Fernando Torres / CBF / Agência Brasil