Quais são os jogadores mais bem pagos do Mundial de Clubes?
Veja quem são os atletas mais bem pagos da Copa do Mundo de Clubes e quanto cada um ganhou nos últimos 12 meses.
O Mundial de Clubes, em seu novo e ambicioso formato com 32 times, não reúne apenas as maiores equipes do planeta. Ela também é palco dos atletas mais bem remunerados da atualidade. A Forbes, renomada publicação financeira, divulgou um levantamento exclusivo com os cinco jogadores com maiores ganhos entre os participantes do torneio. Juntos, eles somam impressionantes US$ 381 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) recebidos apenas nos últimos 12 meses.
Com salários milionários, bônus e contratos publicitários robustos, essas estrelas representam o auge da valorização do futebol moderno. A seguir, conheça os detalhes dos rendimentos desses craques e o impacto financeiro que o novo Mundial de Clubes promete trazer ao esporte.
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O novo formato e sua premiação histórica

A Copa do Mundo de Clubes de 2025 marca o início de uma era inédita. Pela primeira vez, a competição será realizada com 32 clubes, em moldes semelhantes à Copa do Mundo da FIFA entre seleções. A edição inaugural ocorre entre 14 de junho e 13 de julho, com promessa de confrontos emocionantes e grandes públicos.
O torneio também surpreende pela premiação: ao todo, US$ 1 bilhão será distribuído, com até US$ 125 milhões reservados para o time campeão. Contudo, nem todo esse valor chega aos jogadores. Em algumas ligas, como a norte-americana MLS, há limitações contratuais. “Os jogadores recebem apenas 50% das premiações externas, com um teto de US$ 1 milhão por equipe”, informou a Forbes, destacando que isso já motivou protestos por parte de clubes como o Seattle Sounders FC.
1. Lionel Messi (Inter Miami) — US$ 135 milhões
Aos 38 anos, o craque argentino ainda lidera os rankings financeiros do futebol. Com um total de US$ 135 milhões ganhos no último ano, Lionel Messi segue imbatível. Desse valor, US$ 60 milhões vêm do seu salário e bônus dentro de campo. O restante, US$ 75 milhões, é fruto de contratos com marcas, eventos e seus próprios empreendimentos.
O jogador do Inter Miami, além de ser ícone no futebol, é uma das figuras mais valiosas do marketing esportivo global.
2. Kylian Mbappé (Real Madrid) — US$ 90 milhões
Recém-chegado ao Real Madrid, Kylian Mbappé já mostra sua força não apenas em campo. Aos 26 anos, o francês acumula US$ 90 milhões em ganhos no último ano — sendo US$ 70 milhões oriundos do clube e US$ 20 milhões de fontes externas, como patrocínios.
Mbappé segue firme como um dos rostos mais reconhecíveis e promissores do futebol internacional, com desempenho que justifica cada centavo recebido.
3. Erling Haaland (Manchester City) — US$ 62 milhões
O atacante norueguês de 24 anos é sinônimo de eficiência. Pelo Manchester City, Haaland conquistou títulos e garantiu bons números financeiros: US$ 62 milhões no total, sendo US$ 48 milhões no campo e US$ 14 milhões fora dele.
Com sua presença dominante e postura profissional, o camisa 9 se consolida como um dos nomes mais lucrativos da nova geração.
4. Vinicius Jr. (Real Madrid) — US$ 55 milhões
O brasileiro Vinicius Jr., também de 24 anos, é outro destaque do Real Madrid tanto tecnicamente quanto financeiramente. Ele acumulou US$ 55 milhões no último ano, dos quais US$ 40 milhões vêm de seu salário no clube e US$ 15 milhões de campanhas publicitárias e projetos pessoais.
Sua ascensão meteórica é acompanhada por uma crescente valorização de mercado e apelo midiático.
5. Harry Kane (Bayern de Munique) — US$ 39 milhões
O centroavante inglês, atualmente no Bayern de Munique, ocupa o quinto lugar da lista com US$ 39 milhões de ganhos. Desses, US$ 29 milhões são provenientes de atividades dentro de campo e US$ 10 milhões de iniciativas comerciais.
Aos 31 anos, Kane ainda demonstra alto rendimento, mas também alerta para os desafios físicos da profissão. “Os jogadores não estão sendo ouvidos. Há um limite para manter o desempenho físico sem comprometer a saúde”, declarou o atacante, em protesto contra o calendário intenso da temporada.
Como a Forbes estimou os valores
Para chegar a esses números, a Forbes cruzou dados de diferentes fontes da indústria do esporte, como o site Capology.com, além de consultorias e especialistas. Foram considerados salários, bônus, publicidade, participações em eventos e empreendimentos próprios.
A metodologia tem como objetivo apresentar um retrato fiel do valor econômico das grandes estrelas do futebol, dentro e fora de campo.
Pressões e controvérsias: nem tudo são cifras
Apesar dos valores astronômicos, os atletas têm levantado preocupações com o aumento no número de partidas e a carga física imposta. A crítica de Harry Kane representa uma inquietação generalizada: o calendário está mais denso, e a saúde dos jogadores pode ser comprometida em nome do espetáculo e do lucro.
Além disso, os modelos de premiação ainda não contemplam igualmente os jogadores em diferentes ligas, criando descontentamentos em times fora do eixo Europa–América do Sul.
Com informações de: G1