Cuidado: Justiça não está devolvendo dinheiro de quem cai em golpe e dá senha de banco. O rigor na análise de ações por supostas fraudes em compras com cartões está mais alto. Isso porque os magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), estão dando ganho de causa aos bancos nos processos que ficam comprovados que os golpistas usaram a senha dos clientes e os cartões com chip.

Justiça não está mais devolvendo dinheiro de quem cai em golpe e dá senha de banco

Segundo o UOL, os juízes afirmam nas decisões que há negligência ou desleixo dos correntistas com os cartões e senhas. Por isso, os consumidores não devem registrar os dados no bloco de notas do celular ou em papeis. Além disso, não devem emprestar o cartão para amigos e familiares.

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A advogada Danielle Coimbra, especialista em defesa do consumidor, disse ao UOL, que os juízes têm solicitado dos correntistas provas que comprovem a fraude. Assim, em alguns casos, as perícias apontam que não houve clonagem, mas sim uma transação com cartão com chip e senha.

“A responsabilidade no caso de clonagem é do banco. Isso está claro na Súmula 479 do STJ. Mas, quando há desleixo do cliente ou negligência por informar a senha e emprestar o cartão para outra pessoa, a responsabilidade é dele”, diz.

Boletim de ocorrência em caso de perda ou roubo

Em caso de perda ou roubo do cartão, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência, solicitar o cancelamento e enviar uma mensagem para o banco para informar o ocorrido.

“Isso é importante porque o cliente pode não ser indenizado se uma compra ou saque for realizado por um golpista entre o período que perdeu o cartão e registrou a queixa”, afirma a advogada.

O argumento dos bancos é de que os cartões com chips não podem ser clonados porque dependem de senha. No entanto, há divergências. “A falsificação e a fraude caminham ao mesmo passo que a evolução tecnológica das instituições financeiras. Cada caso precisa ser investigado com cuidado”, diz.

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Fonte: UOL.