Nota à imprensa
Portanto, os acionistas, que além de ter participação na Americanas S.A. também integram o quadro societário da Ambev, Burger King e Heinz, enviaram um comunicado à imprensa, onde dão algumas explicações acerca da atual situação da companhia.
“Nossa atuação sempre foi pautada, ao longo de décadas, por rigor ético e legal. Isso foi determinante para a posição que alcançamos em toda uma vida dedicada ao empreendedorismo, gerando empregos, construindo negócios e contribuindo para o desenvolvimento do país”, os acionistas afirmam por meio de nota.
Ademais, na nota, os sócios citaram a PwC, responsável pela auditoria da Americanas, e afirmaram que nem instituições financeiras nem a empresa “denunciaram qualquer irregularidade”.
“Portanto, assim como todos os demais acionistas, credores, clientes e empregados da companhia, acreditávamos firmemente que tudo estava absolutamente correto.” Além disso, afirmaram que o comitê independente da empresa “terá todas as condições de apurar os fatos”. Além de avaliar a “eventual quebra de simetria no diálogo entre os auditores e as instituições financeiras”.
“Reafirmamos o nosso empenho em trabalhar pela recuperação da empresa, com a maior brevidade possível, focados em garantir um futuro promissor para a empresa, seus milhares de empregados, parceiros e investidores e em chegar a um bom entendimento com os credores”, conclui o comunicado.
Rombo da Americanas
Em suma, no dia 11 de janeiro, veio a público o escândalo contábil da Americanas. Que informou que havia descoberto “inconsistências em lançamentos contábeis” no valor de R$ 20 bilhões.
Dessa forma, as ações derreteram na bolsa de valores brasileira. E, em apenas dois dias, a empresa perdeu mais de R$ 8 bilhões em valor de mercado.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com