Dentre os estados do país, a cesta básica mais cara foi encontrada em São Paulo, com preço de R$ 791,29. Enquanto a mais em conta foi localizada em Aracaju, a R$ 521,05.
Aumento no preço da cesta básica nas capitais brasileiras
Ao todo, para a composição da pesquisa, foram considerados os preços de diversas capitais do país. Confira a lista e os respectivos aumentos no preço da cesta básica no último ano.
- Goiânia: 17,98%;
- Brasília: 17,25%;
- Campo Grande: 16,03%;
- Belo Horizonte: 15,06%;
- Belém: 14,83%;
- São Paulo: 14,60%;
- Rio de Janeiro: 12,98%;
- Fortaleza: 12,94%;
- Porto Alegre: 12,11%;
- Florianópolis: 11,55%;
- Curitiba: 11,17%;
- Natal: 10,35%;
- Salvador: 10,13%;
- Vitória: 10,09%;
- João Pessoa: 9,99%;
- Aracaju: 8,99%;
- Recife: 6,15%.
Este cenário se deve à alta inflação dos alimentos. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente aos meses de 2022, o grupo de alimentos e bebidas teve aumento de 11,64%, sendo este o mais impactado pela taxa inflacionária.
No acumulado de 12 meses, a taxa referente aos alimentos ficou acima do índice geral, o que dá a dimensão da escalada dos preços dos itens alimentícios.
Salário mínimo ideal do Dieese
Para determinar o salário mínimo ideal, o Dieese considera como base o valor da cesta básica, assim como despesas essenciais para suprir as necessidades básicas de uma família com 4 pessoas. Logo, contabilizam-se gastos com moradia, saúde, alimentação, vestuário etc.
Assim, o valor do piso ideal seria de R$ 6.647,63, o que corresponde a mais de 5 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.302. Uma das promessas de campanha do presidente Lula (PT) foi aumentar o salário mínimo para R$ 1.320, mas não existe informação oficial que isto acontecerá.
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