Tal indignação ocasionou na depredação de diversas obras de arte, mobílias, vidraças e objetos pessoais de ministros e parlamentares, tanto no Palácio do Planalto quanto no STF e Congresso Nacional. Essa é a primeira vez, em décadas, que os organismos internacionais saem em defesa da democracia do Brasil.
Contudo, o objetivo principal de tais manifestações não é somente condenar os responsáveis pelos crimes do último domingo (8), mas sim enviar uma mensagem mundial de repúdio a atos que ferem a democracia de um país.
Quais países já se manifestaram?
Até o momento, nesta segunda-feira (9), os governos da Colômbia e do Chile iniciaram uma ofensiva diplomática. O objetivo é obter o apoio necessário para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) faça uma reunião de emergência do conselho.
Assim, se isso de fato acontecer, os governos serão convidados a participar de uma votação. Essa votação deverá condenar os golpistas e reconhecer a legitimidade do atual presidente.
Além disso, será rejeitado qualquer tipo de questionamento das instituições democráticas no Brasil e em outros locais. Contudo, para que este encontro aconteça, o apelo precisa de, ao menos, 18 dos 30 países da OEA.
O que diz o secretário-geral da OEA?
Luis Almagro, secretário-geral da OEA, classificou os atos do último domingo como “fascistas”. Além disso, ele apoiou a iniciativa de Bogotá e Santiago de fazer uma cúpula com os chanceleres.
Entretanto, dentro do Itamaraty há o receio de que essa iniciativa possa significar, mundialmente, um sinal de que as instituições democráticas do Brasil estão fragilizadas. Ou seja, o governo federal não quer causar a impressão de que precisa de ajuda externa para garantir a democracia do país.
Manifestações nas redes sociais
Além dos países citados, Emmanuel Macron, presidente da França, declarou apoio a Lula em sua conta no Twitter. Confira:
Imagem: Fellip Agner / Shutterstock