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Loja fechada da Casas Bahia vira teto para moradores de rua

Loja gigantesca da Casas Bahia em um grande centro comercial se tornou abrigo para pessoas em situação de rua. Entenda.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Vista panorâmica de uma loja das Casas Bahia com pessoas andando

Assim como outras grandes varejistas, a Casas Bahia anunciou o fechamento de uma das suas maiores unidades na última sexta-feira (3): a loja do Edifício João Brícola, no centro de São Paulo.

A unidade, que funcionava há mais de 18 anos no local e é considerada um dos prédios mais ‘tradicionais’ da região, agora é ocupado por pessoas em situação de rua e não mais por clientes. 

Segundo uma reportagem do ‘Metrópoles’, há agora no Edifício João Brícola um acampamento de dez famílias que estão vivendo em três barracadas na marquise do prédio.

Explicação para o fechamento de loja da Casas Bahia

O anúncio do fechamento da Casas Bahia, controlada pela Via Varejo (VIIA3), surpreendeu o mercado, já que essa era uma das unidades mais antigas da companhia em São Paulo.

Em nota à Bloomberg Línea, a Casas Bahia afirmou que o fechamento da unidade no Edifício João Brícola compõe um ‘ciclo natural’ do varejo, já adiantando que não fará demissões e que irá transferir os funcionários para outras lojas.

Para afugentar rumores de crise, a varejista anunciou que abriu mais de 60 lojas em 2022, deixando claro que a Casas Bahia está se desenvolvendo economicamente.

No entanto, essa não é a primeira loja — dentre as de pequeno e grande porte — que encerram a atividade no centro de São Paulo.

Crise no varejo

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O anúncio do fechamento da unidade foi mal recebido pelos comerciantes da região, que destacaram que a loja no centro da capital paulista era considerada um dos principais ‘chamarizes’ comerciais para a região.

Desde que a Americanas anunciou o rombo de R$ 20 bilhões em janeiro, discute-se uma possível crise no setor das varejistas. No entanto, a crise parece ter chegado de vez definitivamente ao centro da cidade.

Além da Casas Bahia, não é muito difícil encontrar lojas com as portas fechadas no centro de São Paulo, que vem enfrentando uma diminuição de público e o encerramento de lojas desde a pandemia do covid-19.

Imagem: Divulgação / Casas Bahia

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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