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Americanas fecha mais lojas e número de encerramentos já chega a mais de 200

Lojas Americanas fecha lojas em São Paulo como parte do plano de recuperação judicial. Saiba mais sobre os ajustes!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Loja Americanas com as portas fechadas.

Desde que entrou em recuperação judicial em 2023, a Lojas Americanas tem enfrentado desafios significativos para se reestruturar. Entre o final de 2024 e o início de 2025, a empresa encerrou as atividades de ao menos cinco unidades na cidade de São Paulo. Esses fechamentos fazem parte de um plano de transformação que busca equilibrar as operações e ajustar o modelo de negócios às novas realidades do mercado.

No final de 2024, segundo relatório do administrador judicial, a Lojas Americanas contava com 1.676 lojas ativas, uma redução considerável em relação às cerca de 1.880 unidades que operavam antes da crise revelada em 2023. Contudo, o número atualizado de lojas já reflete novas mudanças ocorridas no início de 2025.

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Fachada de uma unidade da Americanas
Imagem: Jair Ferreira Belafacce / shutterstock.com

Unidades fechadas em São Paulo

Entre as unidades que encerraram as atividades no período recente, destacam-se:

  • Rua França Pinto, 680, Vila Mariana;
  • Avenida Paes de Barros, 2885, Mooca;
  • Rua Itapura, 721, Tatuapé;
  • Avenida Sumaré, Perdizes;
  • Rua Sergipe, 160, Consolação.

Além disso, clientes relataram nas redes sociais o fechamento da loja na Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro, no final de dezembro de 2024. Embora não tenha sido oficialmente incluída no relatório judicial, a informação reforça o movimento de ajustes estratégicos realizados pela companhia.

Nota oficial da Lojas Americanas

Em comunicado, a empresa explicou que os fechamentos são parte do seu plano de transformação, descrito como uma estratégia de curto e médio prazo focada na rentabilidade e na otimização dos negócios:

“A Americanas afirma que o processo de abertura e fechamento de lojas faz parte do curso normal do varejo, somado ao plano de transformação da companhia, que prevê ajustes, de curto e médio prazos, com foco na rentabilidade e otimização do negócio e para atender comportamentos de consumo em determinadas regiões. A abertura de unidade em Eusébio, no Ceará, reforça esse movimento. A companhia reitera que possui cerca de 1.600 lojas espalhadas por todo o País, além do site e app, com o objetivo de oferecer a melhor experiência para seus clientes.”

A crise financeira da Lojas Americanas

Fachada da loja americanas com pessoas passando.
Imagem: stock-boris / shutterstock.com

Revelação das inconsistências contábeis

Em janeiro de 2023, foram descobertas inconsistências contábeis nos balanços da Lojas Americanas, estimadas inicialmente em R$ 20 bilhões. Esse escândalo financeiro desencadeou uma série de consequências, incluindo a entrada da empresa em recuperação judicial.

Plano de recuperação judicial

O plano final de recuperação judicial foi apresentado em dezembro de 2023, revelando uma dívida total de mais de R$ 50 bilhões. Entre os principais componentes estavam:

  • Dívidas trabalhistas: R$ 82,9 milhões;
  • Fraude contábil: R$ 25,2 bilhões acumulados até o final de 2022.

Resultados financeiros de 2024

Apesar da crise, a Americanas demonstrou sinais de recuperação no terceiro trimestre de 2024, registrando lucro de R$ 10,3 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,63 bilhão no mesmo período de 2023. A receita líquida foi de R$ 3,19 bilhões, mantendo-se estável em relação ao ano anterior.

Estratégia de reestruturação

Redução de custos e otimização

O fechamento de lojas faz parte de um esforço mais amplo para reduzir custos operacionais e otimizar a alocação de recursos. A Americanas está priorizando locais com maior potencial de rentabilidade e ajustando sua presença em regiões onde o desempenho é menos expressivo.

Expansão seletiva

Embora tenha encerrado unidades em algumas cidades, a empresa continua investindo em novas aberturas estratégicas, como a recente inauguração de uma loja em Eusébio, no Ceará. Essa abordagem visa atender mercados com demanda crescente e fortalecer a presença da marca em locais com maior potencial de consumo.

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Foco no e-commerce

Além das lojas físicas, a Americanas reforça sua atuação no e-commerce por meio de seu site e aplicativo, buscando se adaptar às mudanças nos hábitos de consumo e competir com gigantes do varejo digital.

Desafios e perspectivas

Celular na horizontal com logo da Americanas na tela
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

Restauração da confiança

Para retomar a confiança de consumidores, investidores e fornecedores, a Americanas precisa demonstrar consistência em sua reestruturação e transparência em suas operações. A gestão eficiente dos recursos e a capacidade de cumprir o plano de recuperação judicial serão cruciais.

Concorrência no varejo

A Americanas enfrenta concorrência acirrada de grandes redes varejistas e plataformas de e-commerce. Para se destacar, a empresa precisa continuar inovando, oferecendo melhores experiências ao cliente e ajustando seu modelo de negócios às novas realidades do mercado.

Considerações finais

O fechamento de lojas como parte do plano de transformação da Lojas Americanas reflete os esforços da empresa para superar uma das maiores crises financeiras de sua história. Com ajustes estratégicos, foco na rentabilidade e investimento em novas frentes de negócios, a companhia busca consolidar sua recuperação e garantir sua sustentabilidade no longo prazo.

Embora os desafios sejam grandes, os sinais de recuperação financeira e as iniciativas de reestruturação mostram que a Americanas ainda tem potencial para se reerguer e manter sua relevância no mercado varejista brasileiro.

Imagem: Leonidas Santana/shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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