Quarenta militares foram dispensados da Coordenação de Administração do Palácio da Alvorada pela Secretaria-Geral da Presidência da República. A lista de afastados já está no Diário Oficial da União desta terça-feira (17).
Lula dispensa dezenas de militares da administração do Palácio da Alvorada
Entenda por que Lula afastou dezenas militares da parte administrativa do Palácio do Planalto e saiba quem foi dispensado.
Vale destacar que já é de conhecimento público que o presidente Lula tinha a intenção de afastar militares do Palácio do Planalto.
Esse posicionamento surgiu após a invasão de terroristas na Praça dos Três Poderes, visto que, para o governo, os manifestantes foram ajudados pela polícia a adentrar no Planalto.
Entre os afastados está o tenente-coronel Marcelo Ustra da Silva Soares, primo de Carlos Alberto Ustra – um dos torturadores mais conhecidos da ditadura militar.
Qual o motivo da dispensa?
Primeiramente, é preciso destacar que não houve justificativa para a dispensa dos funcionários. Contudo, ela acontece após a primeira-dama Janja ter exposto os danos do Palácio da Alvorada após a saída de Bolsonaro.
Em entrevista ao canal GloboNews, mostrou à jornalista Natuza Nery os estragos do local, como:
- Sofás e tapetes rasgados;
- Infiltrações;
- Tábuas soltas;
- Vidros rachados;
- Pisos quebrados;
- Obras de arte sem reparos.
Desse modo, Janja afirmou que não houve cuidado nem manutenção com o local. Ela ainda declarou que só se mudará com Lula após o inventário completo do local sair.
Além disso, o presidente Lula se decepcionou com o local, especialmente porque havia plantado um pé de mandacaru em seu mandato anterior, mas a árvore foi retirada.
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Quem foi afastado?
A decisão afeta militares de patentes mais baixas, isto é, soldados, cabos e sargentos. Esses profissionais atuavam na área de segurança do Alvorada, por exemplo. Vale destacar que não houve demissão; os profissionais continuam nas Forças Armadas, mas em atividades diferentes.
Isso porque, como dito anteriormente, o presidente desconfia que os militares responsáveis de cuidar da segurança do Alvorada tenham sido coniventes com a entrada de terroristas no local.
Imagem: José Cruz / Agência Brasil
