Esse posicionamento surgiu após a invasão de terroristas na Praça dos Três Poderes, visto que, para o governo, os manifestantes foram ajudados pela polícia a adentrar no Planalto.
Entre os afastados está o tenente-coronel Marcelo Ustra da Silva Soares, primo de Carlos Alberto Ustra – um dos torturadores mais conhecidos da ditadura militar.
Qual o motivo da dispensa?
Primeiramente, é preciso destacar que não houve justificativa para a dispensa dos funcionários. Contudo, ela acontece após a primeira-dama Janja ter exposto os danos do Palácio da Alvorada após a saída de Bolsonaro.
Em entrevista ao canal GloboNews, mostrou à jornalista Natuza Nery os estragos do local, como:
- Sofás e tapetes rasgados;
- Infiltrações;
- Tábuas soltas;
- Vidros rachados;
- Pisos quebrados;
- Obras de arte sem reparos.
Desse modo, Janja afirmou que não houve cuidado nem manutenção com o local. Ela ainda declarou que só se mudará com Lula após o inventário completo do local sair.
Além disso, o presidente Lula se decepcionou com o local, especialmente porque havia plantado um pé de mandacaru em seu mandato anterior, mas a árvore foi retirada.
Quem foi afastado?
A decisão afeta militares de patentes mais baixas, isto é, soldados, cabos e sargentos. Esses profissionais atuavam na área de segurança do Alvorada, por exemplo. Vale destacar que não houve demissão; os profissionais continuam nas Forças Armadas, mas em atividades diferentes.
Isso porque, como dito anteriormente, o presidente desconfia que os militares responsáveis de cuidar da segurança do Alvorada tenham sido coniventes com a entrada de terroristas no local.
Imagem: José Cruz / Agência Brasil