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Lula dispensa dezenas de militares da administração do Palácio da Alvorada

Entenda por que Lula afastou dezenas militares da parte administrativa do Palácio do Planalto e saiba quem foi dispensado.

VictóriaPor Victória2 min de leitura
Lula dispensa dezenas de militares da administração do Palácio da Alvorada

Quarenta militares foram dispensados da Coordenação de Administração do Palácio da Alvorada pela Secretaria-Geral da Presidência da República. A lista de afastados já está no Diário Oficial da União desta terça-feira (17).

Vale destacar que já é de conhecimento público que o presidente Lula tinha a intenção de afastar militares do Palácio do Planalto.

Esse posicionamento surgiu após a invasão de terroristas na Praça dos Três Poderes, visto que, para o governo, os manifestantes foram ajudados pela polícia a adentrar no Planalto. 

Entre os afastados está o tenente-coronel Marcelo Ustra da Silva Soares, primo de Carlos Alberto Ustra – um dos torturadores mais conhecidos da ditadura militar. 

Qual o motivo da dispensa?

Primeiramente, é preciso destacar que não houve justificativa para a dispensa dos funcionários. Contudo, ela acontece após a primeira-dama Janja ter exposto os danos do Palácio da Alvorada após a saída de Bolsonaro.

Em entrevista ao canal GloboNews, mostrou à jornalista Natuza Nery os estragos do local, como:

  • Sofás e tapetes rasgados;
  • Infiltrações;
  • Tábuas soltas;
  • Vidros rachados;
  • Pisos quebrados;
  • Obras de arte sem reparos.

Desse modo, Janja afirmou que não houve cuidado nem manutenção com o local. Ela ainda declarou que só se mudará com Lula após o inventário completo do local sair.

Além disso, o presidente Lula se decepcionou com o local, especialmente porque havia plantado um pé de mandacaru em seu mandato anterior, mas a árvore foi retirada.

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Quem foi afastado?

A decisão afeta militares de patentes mais baixas, isto é, soldados, cabos e sargentos. Esses profissionais atuavam na área de segurança do Alvorada, por exemplo. Vale destacar que não houve demissão; os profissionais continuam nas Forças Armadas, mas em atividades diferentes. 

Isso porque, como dito anteriormente, o presidente desconfia que os militares responsáveis de cuidar da segurança do Alvorada tenham sido coniventes com a entrada de terroristas no local. 

Imagem: José Cruz / Agência Brasil

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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