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Lula faz duras críticas ao Banco Central: veja!

Na quarta-feira, ao conceder entrevista a um canal de notícias da TV paga, Lula teceu diversas críticas à atual gestão do Banco Central. Veja

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
fachada do edifício-sede do Banco Central em Brasília

Na última quarta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu sua primeira entrevista exclusiva. Dessa forma, durante sua conversa com Natuza Nery, da GloboNews, ao falar sobre a atuação do Banco Central, afirmou que considera desnecessária a lei que torna a autoridade monetária autônoma.

Além disso, alegou que o presidente do Banco Central tinha mais autonomia em seus dois primeiros mandatos do que atualmente. “Eu duvido que esse presidente do Banco Central seja mais independente do que foi o (Henrique) Meirelles”, pontuou Lula.

Presidente do Banco Central

À vista disso, o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi indicado por Jair Bolsonaro (PL) em 2019 e é o primeiro chefe da autoridade monetária a ter mandato estabelecido. Sendo que Campos Neto pode ficar até o final de 2024 à frente do Banco Central, sem que o governo possa tirá-lo, a não ser em situações previstas na legislação.

Assim, durante a entrevista, Lula fez duras críticas à gestão de Campos Neto no Banco Central, citando a alta inflação e dos juros. “Por que o Banco (Central) é independente e a inflação está do jeito que está? E o juro está do jeito que está?”, indagou Lula.

Inflação

Ademais, na entrevista, Lula deu a entender que governo não concorda com diminuição da meta inflacionária do Banco Central nos últimos anos.  “Você estabeleceu uma meta de inflação de 3,5%. Quando você faz isso, é obrigado a ‘arrochar’ mais a economia para atingir a meta. Por que precisava atingir os 3,5%? Por que não fazia 4,5%, como nós fizemos?”, criticou o presidente.

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Assim, tem crescido a expectativa do mercado de que o governo irá aumentar a meta de inflação, concedendo uma tolerância maior com a variação dos preços. Pois, a equipe econômica poderá atuar com metas inflacionárias maiores, já que não consegue controlar as despesas para regular os juros e a inflação.

Com informações do Metrópoles.

Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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