Na última terça-feira (17), a Americanas anunciou Camille Loyo Faria como sua nova diretora financeira e de relações com investidores. Ela ocupou o mesmo posto nas operadoras TIM e Oi.
A Folha de São Paulo diz que a recuperação judicial da Americanas será solicitada nos próximos dias.
Como a decisão impacta na recuperação judicial da Americanas?
Um interlocutor, ouvido em sigilo pelo site Valor, avalia que a Americanas terá que “acelerar” um pedido de recuperação judicial para tentar uma nova decisão favorável na justiça. Para ele, a recuperação judicial da Americanas ajudaria a empresa na busca por novos meios para sacar o dinheiro depositado no BTG.
O valor poderia ser usado, por exemplo, para quitar despesas correntes.
Logo após a Americanas comunicar um rombo bilionário em suas contas, no último dia 11, o BTG entrou na Justiça. O movimento foi realizado antes da Americanas ter ganhado uma medida cautelar que suspendeu a cobrança de dívidas da empresa por 30 dias.
Argumento do BTG
A vitória da instituição bancária só veio na terceira procura judicial. A tese defendida pelo BTG é de que os efeitos dessa cautelar não poderiam ser retroativos. Desta forma, o contrato firmado entre eles deveria ser respeitado. Outros bancos também recorreram ao Judiciário para obterem compensações relativas a operações realizadas com a varejista.
Contudo, nenhuma delas elaborou o recurso com a mesma antecedência do BTG, que foi mais rápida que a Americanas. Por isso, deve prevalecer o entendimento de que a decisão favorável ao banco não será replicada para outras instituições.
Além disso, só o tempo dirá se a recuperação judicial da Americanas fica realmente mais próxima após vitória do BTG.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com