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Recuperação judicial da Americanas fica mais próxima após vitória do BTG; entenda

Banco saiu na frente da varejista graças ao Judiciário. Descubra como esse recurso interfere na recuperação judicial da Americanas

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
Fachada de uma das lojas Americanas

O banco BTG Pactual conseguiu, após recorrer à Justiça, o direito de continuar com R$ 1,2 bilhão depositados pela Americanas. O grupo havia dado o montante como garantia por empréstimos anteriormente realizados.

Após o acontecimento, a avaliação é de que a recuperação judicial da Americanas fique mais próxima após a vitória da instituição. Essa leitura é feita por fontes envolvidas na transação e ouvidas pelo jornal Valor Econômico.

Na última terça-feira (17), a Americanas anunciou Camille Loyo Faria como sua nova diretora financeira e de relações com investidores. Ela ocupou o mesmo posto nas operadoras TIM e Oi.

A Folha de São Paulo diz que a recuperação judicial da Americanas será solicitada nos próximos dias.

Como a decisão impacta na recuperação judicial da Americanas?

Um interlocutor, ouvido em sigilo pelo site Valor, avalia que a Americanas terá que “acelerar” um pedido de recuperação judicial para tentar uma nova decisão favorável na justiça. Para ele, a recuperação judicial da Americanas ajudaria a empresa na busca por novos meios para sacar o dinheiro depositado no BTG.

O valor poderia ser usado, por exemplo, para quitar despesas correntes.

Logo após a Americanas comunicar um rombo bilionário em suas contas, no último dia 11, o BTG entrou na Justiça. O movimento foi realizado antes da Americanas ter ganhado uma medida cautelar que suspendeu a cobrança de dívidas da empresa por 30 dias.

Argumento do BTG

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A vitória da instituição bancária só veio na terceira procura judicial. A tese defendida pelo BTG é de que os efeitos dessa cautelar não poderiam ser retroativos. Desta forma, o contrato firmado entre eles deveria ser respeitado. Outros bancos também recorreram ao Judiciário para obterem compensações relativas a operações realizadas com a varejista.

Contudo, nenhuma delas elaborou o recurso com a mesma antecedência do BTG, que foi mais rápida que a Americanas. Por isso, deve prevalecer o entendimento de que a decisão favorável ao banco não será replicada para outras instituições.

Além disso, só o tempo dirá se a recuperação judicial da Americanas fica realmente mais próxima após vitória do BTG.

Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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