Uma mãe cujo filho foi morto após ser atropelado por um padre, em 2022, entrou na Justiça para pedir reparação por danos morais. Nesse sentido, Benedita Ângela dos Santos Nogueira pede uma indenização de pouco mais de R$ 1,05 milhão.
Mãe que teve o filho morto por padre pede indenização de R$ 1 milhão
Caso aconteceu no ano passado e réu responde em liberdade. Saiba tudo sobre o pedido de indenização de R$ 1 milhão.
O filho de Benedita, Ângelo Marcos, morreu por complicações decorrentes do atropelamento pelo clérigo. Na ocasião, ele fugia por ter supostamente cometido um furto na casa paroquial da Igreja São Sebastião. O santuário fica localizado em Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, onde a situação aconteceu.
Segundo o G1, a indenização foi fixada considerando a expectativa de vida e de extensão de danos para a mãe. A ação contra o frei Gustavo Trindade dos Santos e a diocese de Ourinhos, onde o religioso atuava, tramita na 3ª Vara Cível de Santa Cruz do Rio Pardo.
Padre responde por homicídio qualificado em liberdade
No último dia 24, o juiz Marcelo Soares Mendes concedeu à mãe gratuidade no processo em que é requerida a indenização. Além disso, o magistrado também deu 15 dias para que a defesa do réu se manifeste. Atualmente, o padre responde por homicídio qualificado em liberdade.
Em outras palavras, na avaliação da Justiça, o frei usou o veículo para investir contra a vítima sem que esta tivesse condições de se defender. Segundo o boletim de ocorrência registrado à época, o homem atropelado arrombou uma das janelas da igreja e fugiu levando três moletons e uma camiseta.
O filho da mulher que demanda a indenização chegou a sobreviver ao atropelamento, mas teve uma série de sequelas antes de morrer. Além de perder massa muscular, Ângelo desenvolveu dificuldades para se comunicar e passou a usar fraldas.
Desdobramentos do caso além do pedido de indenização
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Para além do pedido de indenização, na última sexta-feira (27), o Judiciário paulista realizou a audiência de instrução do caso. Trata-se da primeira etapa de qualquer processo judicial. Na ocasião, o juiz analisa se o réu será ou não submetido a júri popular.
Ainda segundo o portal, a audiência, realizada por videoconferência, durou aproximadamente quatro horas. Cinco testemunhas, além do réu, foram escutadas. Por fim, o passo seguinte é a apresentação das alegações finais por parte de todos os participantes do processo.
Imagem: Satur/shutterstock.com
