Ao longo desta quinta-feira (16), cerca de 7 mil pessoas se manifestaram contrárias à reforma da previdência e tomaram as ruas de Paris, na França. Para conter as manifestações, a polícia dispersou a multidão através de gás lacrimogêneo e jatos d’água, prendendo milhares de pessoas.
Manifestações contra a previdência terminam em prisão; entenda
Manifestações contra a previdência terminam em prisão; entenda o que aconteceu e veja, em detalhes, a discussão.
Nesta semana, um dos principais assuntos discutidos no país europeu tem sido o aumento da idade mínima exigida para se aposentar. Além da idade, o tempo de contribuição também foi aumentado, revoltando a população parisiense.
Segundo informações divulgadas pelo Le Monde, os protestos se tornaram violentos em algumas cidades da França, entre elas Paris. Com consequência, conforme informado pelo ministro do Interior, Gérald Darmanin, cerca de 310 pessoas foram detidas nos protestos ao redor do país.
Por que a reforma da previdência gerou revolta?
Além de aumentar a idade mínima, o que também causou revolta nos contribuintes foi a forma como a proposta está sendo adotada pelo governo. Com o projeto aprovado pelo Senado, a proposta deveria ser aprovada pela Assembleia Nacional Francesa antes de ser implementada.
No entanto, a ideia de Emmanuel Macron, presidente da França, quer sancionar o projeto sem a aprovação da Assembleia. Isso revoltou ainda mais a população e também os parlamentares, que se sentiram deixados de lado.
Assim, as manifestações se estenderam também ao ambiente político. Políticos protestaram com vaias e gritos, gerando caos em todo o ambiente e movimentações para impedir que o projeto seja implementado. No entanto, a previsão de Macron é que ele passe a valer neste ano.
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Outros atos contrários ao aumento
Vale destacar que, além das manifestações que tomaram as ruas de Paris, outros atos têm sido adotados para se manifestar contra a reforma promovida por Macron. Nesse sentido, diversos trabalhadores têm feito protestos e greves desde janeiro deste ano para se colocar contra a reforma da previdência.
Imagem: EricBery / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Social
