A Méliuz, fintech brasileira conhecida por seu programa de cashback e serviços financeiros digitais, anunciou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para o dia 6 de maio de 2025.
Méliuz propõe Bitcoin como ativo estratégico e convoca assembleia para redefinir seu futuro financeiro
Méliuz convoca assembleia para votar proposta que torna o Bitcoin o principal ativo estratégico da empresa. Entenda os impactos dessa decisão para acionistas e o mercado.
O objetivo é submeter à votação dos acionistas uma proposta de alteração no objeto social da empresa, visando incluir o investimento em Bitcoin (BTC) como uma frente estratégica de atuação.
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Contexto da proposta
Histórico de investimentos em Bitcoin
Em março de 2025, a Méliuz já havia sinalizado seu interesse pelo mercado de criptomoedas ao adquirir aproximadamente US$ 4,1 milhões em Bitcoin, equivalente a 45,72 BTC, a um preço médio de US$ 90.296,11 por unidade.
Na ocasião, a empresa reformulou sua Política de Gestão de Liquidez, que passou a se chamar Política de Aplicações Financeiras, permitindo a alocação de até 10% do caixa em BTC.
Criação do Comitê Estratégico de Bitcoin
Para supervisionar essa nova estratégia, foi criado o Comitê Estratégico de Bitcoin, responsável por avaliar as compras, definir diretrizes de governança e analisar a expansão da estratégia.
O Conselho de Administração também solicitou uma revisão detalhada dos documentos internos da companhia, com ajustes na política de gestão de riscos e nas estruturas organizacionais.
Detalhes da Assembleia Geral Extraordinária
Proposta de alteração do objeto social
A AGE convocada para 6 de maio de 2025 terá como pauta principal a votação da proposta de alteração do objeto social da Méliuz, visando oficializar o investimento em Bitcoin como uma frente estratégica de atuação.
Caso aprovada, a criptomoeda se tornará o principal ativo de referência na gestão da tesouraria da empresa.
Direito de recesso para acionistas
Para os acionistas que não concordarem com a mudança, será possível exercer o direito de recesso, com valor de reembolso fixado em R$ 3,9285 por ação, com base no patrimônio líquido da companhia.
As orientações sobre como proceder com a retirada serão divulgadas posteriormente, caso a proposta receba sinal verde na assembleia.
Implicações para o mercado e os aacionistas
Potencial de valorização e riscos
A adoção do Bitcoin como ativo estratégico pode trazer potenciais benefícios de valorização para a Méliuz, considerando a crescente aceitação e valorização da criptomoeda no mercado global.
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No entanto, também implica em riscos associados à volatilidade do ativo, exigindo uma gestão de riscos robusta e transparente.
Reações do Mercado
A notícia da aquisição de Bitcoin pela Méliuz em março de 2025 teve impacto positivo nas ações da empresa, que chegaram a disparar 26% no dia do anúncio.
A proposta de tornar o Bitcoin o principal ativo estratégico pode gerar novas reações no mercado, dependendo da percepção dos investidores sobre os riscos e oportunidades envolvidos.
Perspectivas futuras
Caso a proposta seja aprovada na AGE, a Méliuz poderá expandir sua estratégia de investimentos em criptomoedas, explorando novas oportunidades no mercado digital e fortalecendo sua posição como uma empresa inovadora no setor financeiro.
A iniciativa da Méliuz pode influenciar outras empresas brasileiras a considerarem investimentos em criptomoedas como parte de suas estratégias financeiras, contribuindo para a maior integração do mercado tradicional com o universo das criptomoedas.
Considerações finais

A proposta da Méliuz de adotar o Bitcoin como ativo estratégico representa um movimento ousado e inovador no cenário financeiro brasileiro.
A decisão dos acionistas na Assembleia Geral Extraordinária de 6 de maio de 2025 será crucial para definir os rumos da empresa e poderá ter repercussões significativas no mercado.
