Conforme apontam analistas e economistas do g1, a cobrança está fugindo dos padrões de governos anteriores, uma vez que acabam de se completar apenas 20 dias de um novo mandato.
Reação do mercado financeiro ao governo Lula
As principais causas apontadas pela reação do mercado financeiro diante da posse de Lula estão relacionadas, entre outros fatores, à falta de transição do governo Bolsonaro para a nova gestão.
Antes mesmo da diplomação, a equipe comandada pelo petista precisou se movimentar de forma expressiva para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição no Congresso Nacional. O objetivo era viabilizar as promessas de campanha do governo.
Vale ressaltar que a proposta ampliou o teto de gastos, regra fiscal do país, em R$ 145 bilhões, o que não agradou muito o mercado e gerou certa incerteza para analistas.
Além disso, falas do chefe do Executivo sobre a derrubada do teto e a indicação de Aloizio Mercadante para o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também foram apontadas como problemas.
Governo de esquerda
Conforme apontam economistas, quando se trata de um governo de esquerda, o mercado sempre fica mais preocupado. Assim, isso se reflete em fatores econômicos.
Algumas medidas defendidas pelo governo Lula também estão sob vigia de analistas financeiros, como o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320 e a reforma tributária, além de outras questões.
Uma das polêmicas é que o presidente Lula segue na defesa para isentar os brasileiros com rendimento de até R$ 5 mil por mês do Imposto de Renda. Segundo ele, seria uma forma de passar a taxar de forma adequada os mais ricos.
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