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MEI para ME: saiba como fazer a migração e os requisitos necessários

Saiba como fazer a migração do MEI para Microempresa (ME), os requisitos necessários, limites de faturamento e o impacto tributário.

Muitos pequenos empreendedores iniciam seus negócios como Microempreendedor Individual (MEI) pela facilidade e custo reduzido. Entretanto, à medida que a empresa cresce, algumas limitações podem exigir a migração para outro tipo societário, como a Microempresa (ME). Entender esse processo é fundamental para manter a regularidade fiscal e aproveitar os benefícios de um novo regime tributário.

O que é o MEI e por que migrar para ME?

DAS MEI
Imagem: Freepik e Canva

O MEI é um regime simplificado criado para formalizar pequenos empreendedores que atuam individualmente, com faturamento anual limitado a R$ 81.000,00. Ele oferece burocracia reduzida, impostos fixos e facilidade na abertura do negócio.

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Porém, quando o faturamento ultrapassa o limite, ou quando o negócio cresce em número de funcionários ou atividades, o MEI deixa de ser o regime adequado. Nessa hora, a migração para Microempresa (ME), que pode optar pelo Simples Nacional, é necessária.

Limite de faturamento do MEI: o que acontece ao ultrapassar?

Ultrapassou em até 20%

Se o faturamento ultrapassar o teto anual em até 20%, ou seja, até R$ 97.200,00, o empreendedor deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) informando o valor total faturado.

Neste caso, o boleto de pagamento gerado incluirá automaticamente os impostos referentes ao valor excedente. Recomenda-se auxílio de um contador para garantir o correto preenchimento da declaração e evitar erros que possam gerar multas.

Ultrapassou em mais de 20%

Quando a receita supera o limite do MEI em mais de 20%, a mudança é obrigatória e deve ser realizada imediatamente. O desenquadramento será retroativo ao início do ano fiscal em que ocorreu o excesso, o que impacta o cálculo dos impostos.

A empresa poderá migrar para regimes tributários como o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme o perfil do negócio. Esta decisão deve ser tomada com o suporte de um profissional contábil, que fará simulações para identificar o regime mais vantajoso.

Outros motivos para o desenquadramento do MEI

Além do faturamento, outras situações obrigam o empreendedor a migrar para ME:

  • Contratação de mais de um empregado.
  • Pagamento de salários superiores ao piso da categoria ou salário mínimo.
  • Abertura de filial.

Nesses casos, o MEI perde o direito de usufruir do regime simplificado e deve adequar-se ao novo enquadramento empresarial e tributário.

Como fazer a migração de MEI para ME?

Solicitação no Portal do Simples Nacional

A migração deve ser formalizada pelo site oficial do Simples Nacional:

  • Acesse o Portal do Simples Nacional.
  • Informe o motivo do desenquadramento (excesso de faturamento, contratação de empregados etc.).
  • Determine a data do desenquadramento (normalmente retroativa ao início do ano fiscal).
  • Solicite a migração para o novo regime tributário.

Ajustes cadastrais e contábeis

Após a aprovação, a empresa deve realizar os registros na Junta Comercial do estado, atualizando o tipo empresarial para Microempresa (ME).

É importante contratar um contador para realizar a escrituração fiscal, emissão de notas fiscais eletrônicas adequadas ao novo regime e para garantir o cumprimento das obrigações acessórias.

Impactos da migração para Microempresa (ME)

Tributação e impostos

Ao migrar para ME, o empreendedor passa a recolher impostos conforme o regime escolhido, sendo o Simples Nacional o mais comum. Os tributos incluem:

  • ISS e ICMS.
  • Contribuição para o INSS patronal.
  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), dependendo do regime.

Rotina contábil e obrigações acessórias

A empresa deverá manter uma contabilidade regular, emitir notas fiscais eletrônicas e entregar declarações específicas, como a Escrituração Contábil Digital (ECD) e Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

A importância do acompanhamento contábil na migração

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Imagem: Freepik e Canva

A transição do MEI para ME pode ser complexa devido às mudanças nos processos fiscais e contábeis. A contratação de um contador é essencial para:

  • Escolher o regime tributário mais adequado.
  • Realizar o desenquadramento corretamente.
  • Evitar multas e autuações fiscais.
  • Organizar a documentação e obrigações legais.
  • Auxiliar na emissão correta de notas fiscais.

FAQ

1. Quando é obrigatório migrar do MEI para ME?

A migração é obrigatória quando o faturamento ultrapassa R$ 81.000,00 anuais, quando há contratação de mais de um empregado, participação em outra empresa, abertura de filial, ou outras condições específicas previstas em lei.

2. Posso continuar no MEI se ultrapassar o limite de faturamento em até 20%?

Sim, mas é preciso pagar os impostos relativos ao valor excedente na declaração anual (DASN-SIMEI). O ideal é consultar um contador para evitar problemas.

3. Como faço para solicitar a migração?

A migração é feita no Portal do Simples Nacional, onde você informa o motivo e a data do desenquadramento, solicitando a mudança para outro regime tributário.

4. Quais são os principais regimes para migrar após o MEI?

Os regimes mais comuns são o Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. A escolha depende do perfil e faturamento da empresa.

5. Quais documentos preciso para registrar a Microempresa após a migração?

Você precisará atualizar o cadastro na Junta Comercial, atualizar o contrato social, e providenciar alvarás e inscrições fiscais conforme exigido pelo município e estado.

Considerações finais

A migração do MEI para Microempresa representa uma etapa importante no crescimento do negócio. Respeitar os limites legais, estar atento às obrigações fiscais e buscar apoio profissional são passos fundamentais para garantir uma transição segura e eficiente.

Manter a regularidade tributária evita multas e problemas futuros, possibilitando que o empreendedor foque no desenvolvimento da empresa e na ampliação do mercado.