Em março, inúmeras instituições financeiras ofertaram renegociação de dívidas aos seus clientes inadimplentes. Essa iniciativa, chamada de Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, ajudou os brasileiros a limparem o nome.
Assim, no período em questão, foram registradas 11.700 solicitações de consumidores buscando negociar ou parcelar suas dívidas. Entre essas solicitações, 5.988 delas, ou seja, 51,2% do total, foram direcionadas a bancos, financeiras e administradoras de cartão.
Dessa forma, é importante destacar que esse volume é maior do que a soma dos registros abertos nos dois primeiros meses do ano. Portanto, houve um aumento significativo na procura por renegociação e parcelamento de dívidas durante o período analisado.
26,3 milhões de dívidas já foram renegociadas desde 2020
A pandemia causou inúmeros impactos no Brasil e no mundo. Além das 700 mil mortes, houve um aumento significativo da inflação. Aliás, alguns dos casos de endividamentos podem ter relação com a falta da renda do parente falecido.
Juntando todos esses fatos, ao longo dos anos de pandemia, tornou-se difícil arcar com custos básicos de sobrevivência. Consequentemente, milhões de brasileiros se endividaram. Desde então, 26,3 milhões de dívidas já foram renegociadas.
Segundo o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, mais uma vez, a ação de renegociação de dívidas teve um efeito positivo e concreto para o consumidor. Esse processo, portanto, é uma medida preventiva para evitar o superendividamento.
Assim, os custos da inadimplência são reduzidos, o que beneficia todos os envolvidos. Além disso, as renegociações também têm um impacto positivo na economia, pois isso estimula o crescimento das operações de crédito.
Há 71,44 milhões de pessoas em situação de inadimplência no país
O Serasa apresenta, mensalmente, os índices de inadimplência do país. Assim, de acordo com os dados mais recentes, o Brasil possui um total de 71,44 milhões de pessoas em situação de inadimplência. Houve um aumento de 732 mil indivíduos inadimplentes em comparação com o mês anterior.
Outra análise significativa do Mapa da Inadimplência é a distribuição da população com nome restrito por faixa etária. Dessa forma, é possível observar que as faixas de idade entre 24 e 40 anos e entre 41 e 60 anos são as mais afetadas. Elas representam, cada uma, 34,8% do total de inadimplentes. Por fim, a faixa etária acima de 60 anos representa 18% das dívidas inadimplentes.
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