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Ministra quer criar banco de currículos de pessoas pretas

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, afirmou que quer criar um banco com currículos de pessoas pretas. Veja mais!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Anielle Franco em coletiva de imprensa

Na última quinta-feira (5), após a cerimônia de posse de Simone Tebet (MDB) como ministra do Planejamento e Orçamento, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, afirmou que quer criar um banco com currículos de pessoas pretas para disponibilizar a ministros do governo Lula.

Assim, a ideia surgiu após Tebet dizer que estava difícil achar mulheres pretas para atuarem em seu ministério. Pois, segundo a ex-senadora, via de regra, elas são “arrimo de família”, isto é, responsáveis pelo sustento de suas casas.

“Acho que a gente tem que prezar acima de tudo pela diversidade. Estou indo para uma pasta que hoje ainda é extremamente masculina. Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente são arrimo de família. Trazer de fora de Brasília é muito difícil”, afirmou Tebet, na ocasião.

Banco de pessoas pretas

Dessa forma, após a posse de Tebet, Anielle disse ter conversado com a ministra do Planejamento e Orçamento acerca do assunto.

“Eu já apresentei para Simone Tebet algumas ideias e a gente vai falar mais adiante, eu não posso falar ainda, mas uma delas, por exemplo, que foi ideia do nosso ministério, é a gente ter inclusive um banco de pessoas, currículos, público mesmo, em ligação com ministérios transversais, para que a gente possa vir a preencher todas essas vagas”, explicou a irmã da vereadora morta, Marielle Franco.

Diversidade na composição ministerial

Assim, antes, a ministra da Igualdade Racial já havia discursado na posse de Simone Tebet. Então, Anielle se colocou à disposição para colaborar em traçar estratégias que aumentem a diversidade na composição ministerial. “Seguiremos trabalhando para evidenciar os talentos que o Brasil do futuro produz todos os dias. Eles precisam, elas precisam estar do nosso lado”, destacou.

Mulheres pretas no mercado de trabalho

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De acordo com um levantamento da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, o número de mulheres negras com ensino superior passou de 13% para 21%, entre 2010 e 2020. 

“Embora a representatividade da mulher negra tenha aumentado no mercado formal brasileiro na última década, elas  ainda estão predominantemente em ocupações com menores salários. Vimos aumento da participação, mas relativa estagnação no salário relativo da mulher negra”, afirmou Lucas Cavalcanti, economista do Pacto e um dos responsáveis pelo levantamento ao portal Capital Reset.

Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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