“Acho que a gente tem que prezar acima de tudo pela diversidade. Estou indo para uma pasta que hoje ainda é extremamente masculina. Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente são arrimo de família. Trazer de fora de Brasília é muito difícil”, afirmou Tebet, na ocasião.
Banco de pessoas pretas
Dessa forma, após a posse de Tebet, Anielle disse ter conversado com a ministra do Planejamento e Orçamento acerca do assunto.
“Eu já apresentei para Simone Tebet algumas ideias e a gente vai falar mais adiante, eu não posso falar ainda, mas uma delas, por exemplo, que foi ideia do nosso ministério, é a gente ter inclusive um banco de pessoas, currículos, público mesmo, em ligação com ministérios transversais, para que a gente possa vir a preencher todas essas vagas”, explicou a irmã da vereadora morta, Marielle Franco.
Diversidade na composição ministerial
Assim, antes, a ministra da Igualdade Racial já havia discursado na posse de Simone Tebet. Então, Anielle se colocou à disposição para colaborar em traçar estratégias que aumentem a diversidade na composição ministerial. “Seguiremos trabalhando para evidenciar os talentos que o Brasil do futuro produz todos os dias. Eles precisam, elas precisam estar do nosso lado”, destacou.
Mulheres pretas no mercado de trabalho
De acordo com um levantamento da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, o número de mulheres negras com ensino superior passou de 13% para 21%, entre 2010 e 2020.
“Embora a representatividade da mulher negra tenha aumentado no mercado formal brasileiro na última década, elas ainda estão predominantemente em ocupações com menores salários. Vimos aumento da participação, mas relativa estagnação no salário relativo da mulher negra”, afirmou Lucas Cavalcanti, economista do Pacto e um dos responsáveis pelo levantamento ao portal Capital Reset.
Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão