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Ministro de Lula fala em substituir Uber pelos Correios

Luiz Marinho fez declaração em entrevista quando explicava planos para regulamentar prestação de serviços por aplicativos

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Logotipo da Uber estampado e uma parede na cor preta

O ministro do Trabalho Luiz Marinho afirmou que caso a empresa de transporte por aplicativos Uber resolver deixar o Brasil o serviço poderá ser feito pela estatal Correios. 

A declaração foi feita pelo ministro durante entrevista ao jornal Valor Econômico. O contexto da conversa foi os planos do ministro para lançar uma proposta que venha regulamentar a prestação de serviços feitos por aplicativos.  

governo federal estuda realizar algumas mudanças na legislação trabalhista de modo a atender a classe que hoje está sucateada e não possui tantas seguranças como funcionários CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O que pode acontecer?

De acordo com a visão de Marinho, se a empresa não aceitar as novas condições e quiser sair do país, os Correios seria uma boa opção – uma vez que a companhia trabalha com logística. 

“Posso chamar os Correios, que é uma empresa de logística, e dizer para criar um aplicativo e substituir. Aplicativo se tem aos montes no mercado. Não queremos regular lá no mínimo detalhe. Ninguém gosta de correr muito risco, especialmente os capitalistas brasileiros”, disse o ministro.

Luiz Marinho não tem certeza se os motoristas da Uber podem se enquadrar nas regras da CLT. Mesmo assim, ele quer realizar uma mudança na regulação que atenda a classe através do estado.

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O motivo de Marinho mencionar a Uber é por um exemplo que deu na entrevista de que a ação de sair do país já ocorre na Espanha por parte da empresa. Já a marca soltou uma nota para o portal UOL dizendo que não é verdade o fato que o ministro trouxe.

Na nota, a Uber explica que “[…] durante a discussão regulatória naquele país, a Uber divulgou estimativas sobre o impacto das medidas e apontou a contrariedade dos próprios entregadores com a regulamentação […]”, e que, portanto, “[…] reduziu o número de pessoas trabalhando na atividade.”.

Imagem: Sundry Photography / Shutterstock

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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