O governo federal publicou nesta terça-feira (12) uma lista com 16 montadoras autorizadas a importar veículos híbridos, híbridos plug-in e elétricos nos formatos CKD (completamente desmontado) e SKD (semi-desmontado) com alíquota zero.
16 montadoras recebem isenção para importar carros desmontados; veja a lista
Governo autoriza 16 montadoras a importar veículos CKD e SKD com alíquota zero por 6 meses. Entenda.
A medida, regulamentada pela Portaria Secex nº 420/2025, tem validade de seis meses e estabelece um limite global de US$ 463 milhões para a isenção, que será compartilhado entre todas as montadoras conforme critérios definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
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Montadoras autorizadas

A lista completa das empresas contempladas inclui:
- Audi
- BMW
- BYD
- Caoa Chery
- GAC
- GWM
- Honda
- Hyundai
- Jaguar Land Rover
- Kia Motors
- Mercedes-Benz
- Omoda-Jaecoo
- Porsche
- Renault
- Toyota
- Volvo
Entre essas, 9 montadoras já possuem operação industrial no Brasil ou têm planos de inaugurar fábricas em curto prazo:
- Audi
- BMW
- BYD
- Caoa Chery
- GWM
- Honda
- Hyundai
- Renault
- Toyota
A medida busca facilitar a entrada de veículos importados no país, mas também levanta debates sobre impactos na indústria nacional e geração de empregos.
Entenda os formatos CKD e SKD
O modelo CKD (Completely Knocked Down) refere-se a veículos totalmente desmontados, enviados em peças para montagem integral no Brasil. Já o SKD (Semi Knocked Down) consiste em veículos parcialmente montados, com montagem local simplificada.
Essas operações permitem às montadoras reduzir custos com impostos, acelerar a entrada de veículos no mercado brasileiro e manter competitividade frente a importações completas.
No entanto, especialistas e representantes do setor automotivo alertam que a prática não promove emprego em larga escala nem desenvolve a cadeia produtiva nacional, já que grande parte das peças chega pronta do exterior. As fábricas funcionam muitas vezes como linhas de montagem simples, com mínima integração com fornecedores brasileiros e baixo estímulo à inovação tecnológica local.
Benefícios para as montadoras
Apesar das críticas, a medida oferece vantagens claras para as montadoras:
- Redução de custos de importação com alíquota zero sobre CKD e SKD
- Rapidez na chegada de modelos híbridos e elétricos ao mercado brasileiro
- Flexibilidade para testar demanda antes de investir em produção local completa
Para empresas como BYD e Caoa Chery, que estão expandindo sua presença no Brasil, o acordo representa oportunidade de consolidar participação no mercado de veículos elétricos, que tem registrado crescimento constante nos últimos anos.
Impacto no mercado de veículos elétricos

O setor de veículos elétricos e híbridos tem ganhado destaque no Brasil, impulsionado por políticas de incentivo e aumento da conscientização ambiental. A entrada facilitada de carros desmontados pode aumentar a oferta de modelos no curto prazo, oferecendo aos consumidores mais opções de compra.
Por outro lado, analistas alertam que sem aumento da produção nacional, a medida não contribui significativamente para o desenvolvimento da indústria de tecnologia automotiva no Brasil, que poderia se beneficiar de linhas de produção completas e inovação local.
Regras e limite de isenção
O teto global de US$ 463 milhões será dividido entre todas as montadoras de acordo com critérios definidos pelo MDIC. A portaria também estabelece regras sobre:
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- Validade da isenção: 6 meses
- Tipos de veículos: híbridos, híbridos plug-in e elétricos
- Formato de importação: CKD e SKD
O compartilhamento do limite visa garantir que nenhuma montadora ultrapasse a cota individual e que a medida beneficie múltiplos fabricantes, equilibrando interesses comerciais e estratégicos.
Perspectivas futuras
Especialistas indicam que, embora a medida facilite a entrada de veículos no Brasil, é essencial pensar no longo prazo:
- Incentivos à montagem local completa podem gerar mais empregos e valor agregado
- Investimentos em fornecedores nacionais fortaleceriam a cadeia automotiva
- Políticas de desenvolvimento tecnológico podem impulsionar inovação em elétricos e híbridos
Enquanto isso, o mercado brasileiro se beneficia de mais modelos elétricos e híbridos, com preços competitivos, mas o desafio de integrar a indústria local permanece.
Conclusão
A publicação da lista com as 16 montadoras autorizadas a importar veículos desmontados representa uma medida estratégica para estimular o mercado de híbridos e elétricos no curto prazo.
No entanto, especialistas alertam que a prática CKD/SKD não gera empregos em larga escala nem fortalece a indústria nacional, exigindo políticas complementares que incentivem investimentos locais, inovação e integração da cadeia automotiva brasileira.
Assim, o sucesso da medida depende de equilibrar benefícios imediatos para consumidores e empresas com objetivos de desenvolvimento industrial de longo prazo, garantindo que a indústria automotiva brasileira cresça de forma sustentável.
Com informações de: Poder360
