Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

16 montadoras recebem isenção para importar carros desmontados; veja a lista

Governo autoriza 16 montadoras a importar veículos CKD e SKD com alíquota zero por 6 meses. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Polo carros IPI detran-sp financiamento

O governo federal publicou nesta terça-feira (12) uma lista com 16 montadoras autorizadas a importar veículos híbridos, híbridos plug-in e elétricos nos formatos CKD (completamente desmontado) e SKD (semi-desmontado) com alíquota zero.

A medida, regulamentada pela Portaria Secex nº 420/2025, tem validade de seis meses e estabelece um limite global de US$ 463 milhões para a isenção, que será compartilhado entre todas as montadoras conforme critérios definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Leia mais: Carros a combustão mais econômicos em 2025 no Brasil

Montadoras autorizadas

CPF na nota montadoras
Imagem: KELENY / Shutterstock.com

A lista completa das empresas contempladas inclui:

  • Audi
  • BMW
  • BYD
  • Caoa Chery
  • GAC
  • GWM
  • Honda
  • Hyundai
  • Jaguar Land Rover
  • Kia Motors
  • Mercedes-Benz
  • Omoda-Jaecoo
  • Porsche
  • Renault
  • Toyota
  • Volvo

Entre essas, 9 montadoras já possuem operação industrial no Brasil ou têm planos de inaugurar fábricas em curto prazo:

  • Audi
  • BMW
  • BYD
  • Caoa Chery
  • GWM
  • Honda
  • Hyundai
  • Renault
  • Toyota

A medida busca facilitar a entrada de veículos importados no país, mas também levanta debates sobre impactos na indústria nacional e geração de empregos.

Entenda os formatos CKD e SKD

O modelo CKD (Completely Knocked Down) refere-se a veículos totalmente desmontados, enviados em peças para montagem integral no Brasil. Já o SKD (Semi Knocked Down) consiste em veículos parcialmente montados, com montagem local simplificada.

Essas operações permitem às montadoras reduzir custos com impostos, acelerar a entrada de veículos no mercado brasileiro e manter competitividade frente a importações completas.

No entanto, especialistas e representantes do setor automotivo alertam que a prática não promove emprego em larga escala nem desenvolve a cadeia produtiva nacional, já que grande parte das peças chega pronta do exterior. As fábricas funcionam muitas vezes como linhas de montagem simples, com mínima integração com fornecedores brasileiros e baixo estímulo à inovação tecnológica local.

Benefícios para as montadoras

Apesar das críticas, a medida oferece vantagens claras para as montadoras:

  • Redução de custos de importação com alíquota zero sobre CKD e SKD
  • Rapidez na chegada de modelos híbridos e elétricos ao mercado brasileiro
  • Flexibilidade para testar demanda antes de investir em produção local completa

Para empresas como BYD e Caoa Chery, que estão expandindo sua presença no Brasil, o acordo representa oportunidade de consolidar participação no mercado de veículos elétricos, que tem registrado crescimento constante nos últimos anos.

Impacto no mercado de veículos elétricos

carros
Imagem: azerbaijan_stockers – Freepik

O setor de veículos elétricos e híbridos tem ganhado destaque no Brasil, impulsionado por políticas de incentivo e aumento da conscientização ambiental. A entrada facilitada de carros desmontados pode aumentar a oferta de modelos no curto prazo, oferecendo aos consumidores mais opções de compra.

Por outro lado, analistas alertam que sem aumento da produção nacional, a medida não contribui significativamente para o desenvolvimento da indústria de tecnologia automotiva no Brasil, que poderia se beneficiar de linhas de produção completas e inovação local.

Regras e limite de isenção

O teto global de US$ 463 milhões será dividido entre todas as montadoras de acordo com critérios definidos pelo MDIC. A portaria também estabelece regras sobre:

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google
  • Validade da isenção: 6 meses
  • Tipos de veículos: híbridos, híbridos plug-in e elétricos
  • Formato de importação: CKD e SKD

O compartilhamento do limite visa garantir que nenhuma montadora ultrapasse a cota individual e que a medida beneficie múltiplos fabricantes, equilibrando interesses comerciais e estratégicos.

Perspectivas futuras

Especialistas indicam que, embora a medida facilite a entrada de veículos no Brasil, é essencial pensar no longo prazo:

  • Incentivos à montagem local completa podem gerar mais empregos e valor agregado
  • Investimentos em fornecedores nacionais fortaleceriam a cadeia automotiva
  • Políticas de desenvolvimento tecnológico podem impulsionar inovação em elétricos e híbridos

Enquanto isso, o mercado brasileiro se beneficia de mais modelos elétricos e híbridos, com preços competitivos, mas o desafio de integrar a indústria local permanece.

Conclusão

A publicação da lista com as 16 montadoras autorizadas a importar veículos desmontados representa uma medida estratégica para estimular o mercado de híbridos e elétricos no curto prazo.

No entanto, especialistas alertam que a prática CKD/SKD não gera empregos em larga escala nem fortalece a indústria nacional, exigindo políticas complementares que incentivem investimentos locais, inovação e integração da cadeia automotiva brasileira.

Assim, o sucesso da medida depende de equilibrar benefícios imediatos para consumidores e empresas com objetivos de desenvolvimento industrial de longo prazo, garantindo que a indústria automotiva brasileira cresça de forma sustentável.

Com informações de: Poder360

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados