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Moraes se liga a empresas condenadas por fake news; entenda o caso

Alexandre de Moraes tem relação com empresa condenada por fake news durante a pandemia de Covid-19. Saiba qual é essa ligação.

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · 2 min de leitura
Foto de perfil do ministro do STF Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve envolvido em polêmicas nos últimos dias. Isso pois ele e sua família foram alvos de uma agressão enquanto voltavam para o Brasil de uma viagem para a Itália, onde Moraes deu uma palestra.

O incidente aconteceu no Aeroporto Internacional de Roma, capital italiana, e a Polícia Federal está investigando o caso. Entretanto, outro fato trouxe o nome do ministro de volta aos holofotes: a Justiça condenou, no último maio, devido a fake news, a empresa que patrocinou a palestra.

O público conhece Alexandre de Moraes pela sua atuação contra as fake news antes, durante e depois das eleições presidenciais de 2022. Agora, a Band, canal de televisão, divulgou que a faculdade de direito que pagou pelo evento compartilhou informações falsas durante a pandemia de Covid-19.

Grupo condenado por fake news bancou palestra de Moraes

O evento em que Alexandre de Moraes foi palestrar aconteceu na Universidade de Siena, que fica na região da Toscana. Entretanto, a Alfa Escola de Direito e a Unialfa, ambas de Goiás, são as responsáveis por financiar o encontro acadêmico.

Acontece que essas faculdades fazem parte do Grupo José Alves, que também é dono do laboratório Vitamedic. Nesse sentido, um dos medicamentos que a empresa produz é a ivermectina.

De acordo com o Ministério Público, o Grupo José Alves e a Unialfa arcaram com a produção de um panfleto contendo informações falsas durante a pandemia. A publicação custou cerca de R$ 700 mil e defendia o “tratamento precoce”, com a utilização de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid, como a cloroquina e a ivermectina.

Ministro ainda não se manifestou

Vale citar que, em maio deste ano, a Justiça condenou o Grupo José Alves e a Unialfa a pagarem uma multa de R$ 55 milhões por danos morais coletivos à saúde.

Por fim, os meios de comunicação procuraram por Alexandre de Moraes para que ele falasse sobre a ligação da palestra com o Grupo José Alves, entretanto, o ministro do STF preferiu não se pronunciar sobre o assunto. 

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

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