A combinação de fruta fresca com uma generosa camada de chocolate transformou o “morango do amor” em um verdadeiro fenômeno de consumo no Rio de Janeiro. Com a crescente procura por essa sobremesa nas redes sociais, o impacto já é evidente nos bastidores da Ceasa — principal central de abastecimento da cidade.
Preço do ‘morango do amor’ dobra na Ceasa do Rio com aumento da procura
Popularização do doce 'morango do amor' provoca alta na procura e dobra o preço da fruta na Ceasa do Rio.
O preço da fruta, especialmente das variedades maiores, dobrou em poucos dias, impulsionado pelo desejo dos consumidores por essa iguaria.
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O efeito da moda gastronômica no mercado de hortifrútis

A Ceasa da Zona Norte do Rio registrou uma movimentação intensa nos últimos dias, com comerciantes disputando as caixas de morangos mais graúdos, ideais para compor o famoso doce. Antes vendidos entre R$ 18 e R$ 20, os pacotes com quatro bandejas da fruta agora ultrapassam os R$ 40. A alta repentina é reflexo direto do aumento na demanda, que surpreendeu até os fornecedores mais experientes.
Doceiras equilibram custos e lucros
Apesar da inflação nos preços, empreendedoras como Ágata, moradora da Vila Kennedy, optam por manter o custo acessível ao consumidor final. Cada unidade do morango do amor é vendida por R$ 12 — valor que, segundo ela, possibilita que mais pessoas experimentem a sobremesa sem pesar no bolso. “Muita gente quer só sentir o sabor. Tento não colocar caro porque também sou consumidora”, explica.
Com duas caixas da fruta nas mãos, Ágata foi apenas uma entre as dezenas de doceiras que chegaram cedo à Ceasa na última segunda-feira para garantir morangos de qualidade. O cuidado com o tamanho e a aparência da fruta é fundamental para manter o apelo visual do doce, que viralizou nas redes sociais e se tornou presença constante em festas e feiras gastronômicas.
Venda de morangos atinge recordes na semana
Segundo Igor, comerciante que atua na Ceasa, a procura pela fruta praticamente explodiu. Em apenas uma semana, cerca de 40 mil caixas foram comercializadas — uma quantidade fora do padrão para o período. A preferência dos compradores recai sobre os morangos grandes, brilhantes e simétricos, que se encaixam no ideal visual do “morango do amor”.
“Estourou a procura, está muito grande. E o pessoal quer os morangos mais graúdos, que é o padrão da sobremesa”, relata Igor, surpreso com o novo pico de vendas.
Safra favorece a qualidade da fruta
Felizmente, o momento do mercado coincide com o início da safra do morango no Brasil, o que contribui para a oferta de frutas de boa qualidade. A maior parte do abastecimento do Rio vem do sul de Minas Gerais, região conhecida pela produção de morangos vistosos e saborosos.
De acordo com produtores e comerciantes, os meses entre julho e novembro são ideais para encontrar morangos no auge de sua beleza e sabor. “Estamos iniciando a safra, e por isso eles estão muito belos. Até novembro, dezembro, eles mantêm esse padrão”, afirma Igor.
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Influência das redes sociais impulsiona tendências

O sucesso do “morango do amor” não se deve apenas ao sabor, mas também à força da divulgação online. Imagens da sobremesa circulam amplamente em plataformas como Instagram e TikTok, onde vídeos com receitas e apresentações estéticas atraem milhares de visualizações. Essa visibilidade digital influenciou o comportamento do consumidor, que busca replicar em casa — ou consumir em eventos — o doce que se tornou sinônimo de sofisticação acessível.
O impacto para pequenos comerciantes e consumidores
Embora a febre do “morango do amor” traga benefícios para produtores e comerciantes, ela também representa um desafio para o consumidor comum. O aumento nos preços da fruta impacta não apenas o doce, mas também outras preparações e dietas que utilizam o morango como ingrediente principal.
Para empreendedores da confeitaria, o desafio é equilibrar custo e lucro, sem perder a clientela. E para os consumidores, a tendência é de que o valor do doce permaneça elevado enquanto a procura estiver aquecida — o que pode se prolongar até o fim da safra, em dezembro.
Com informações de: G1
