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Motoristas da Uber estão cobrando PIX EXTRA por uso de ar-condicionado

Explore o impacto econômico do ar-condicionado para motoristas da Uber. Descubra como o conforto dos passageiros afeta esses trabalhadores.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Motorista feminina, de pele branca e cabelos lisos, com um pano sobre a testa, aparentando estar com calor.

Em meio a onda de calor no país, os motoristas de aplicativo têm vivido um dilema: escolher entre oferecer conforto aos passageiros por meio do uso do ar-condicionado e enfrentar despesas adicionais com combustível.

E isso tem um impacto significativo no bolso desses profissionais, uma diferença que pode chegar a R$ 20 por dia, ou mesmo a perda de um tanque de combustível completo em até três vezes por mês.

Para o passageiro, pode parecer trivial, mas quando multiplicado pelo número de dias em que o motorista trabalha em um mês, a conta pesa. Isso se intensifica em meio ao aumento dos preços de combustível e ao repasse cada vez menor que as plataformas de aplicativos têm feito para eles.

O que dizem os motoristas de Uber?

Eduardo Lima, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp), ressalta a situação delicada em que esses profissionais se encontram.

Dentro de um carro, mão segurando celular com logo Uber.
Imagem: Proxima Studio/shutterstock.com

Segundo ele, as tarifas altamente defasadas e os aumentos recentes dos preços de combustível tornam cada vez mais difícil para os motoristas oferecer o conforto do ar-condicionado aos passageiros, exceto nas corridas de categorias superiores.

Qual a posição das plataformas?

Em entrevista com a plataforma UOL Carros, a InDrive disse que usa o debate do ar-condicionado para destacar uma grande preocupação da empresa. Essa seria a necessidade constante de educar as pessoas para usar melhor os serviços.

A empresa afirmou que pode emitir um aviso ao motorista caso receba uma avaliação ruim, mas ressalvou que o motorista não é funcionário da empresa. Além disso, disse que a plataforma é responsável apenas por conectar oferta e demanda.

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Ademais, ressaltou que nem o preço da viagem é definido pela plataforma. Assim, esse acontece exclusivamente entre motorista e passageiro, fazendo com que os termos da viagem também sejam de responsabilidade de ambos.

O que isso significa para o futuro do Uber?

Enquanto a situação permanecer como está, os motoristas de aplicativo continuarão a enfrentar esse dilema. E, por mais que as plataformas insistam em dizer que é uma relação exclusiva entre motorista e passageiro, a realidade é que elas têm um papel a desempenhar, tanto na educação dos passageiros quanto na melhoria das condições para os motoristas.

Imagem: DimaBerlin / Shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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