Em 6 de março de 2025, o Banco Central (BC) anunciou mudanças significativas no Regulamento do Pix, com foco no combate a fraudes e no aumento da segurança nas transações realizadas por meio dessa plataforma.
Restrição no Pix? Entenda como sua situação cadastral pode influenciar
O Banco Central anuncia novas regras para o Pix em 2025, com foco na segurança e combate a fraudes. Saiba como as mudanças impactam CPFs e CNPJs.
Desde sua criação, o Pix tem se consolidado como um dos métodos de pagamento mais rápidos e convenientes no Brasil. Contudo, o uso indevido de dados, como CPFs de pessoas falecidas e CNPJs de empresas extintas, tem se tornado uma preocupação crescente, com criminosos explorando essas informações para realizar golpes.
Este artigo detalha as mudanças anunciadas, seus impactos nas transações financeiras e como as novas regras podem proteger tanto indivíduos quanto empresas contra fraudes. Além disso, explicamos o contexto por trás dessas alterações e o que os usuários precisam fazer para se adaptar à nova realidade do sistema de pagamentos instantâneos.
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O Crescimento das Fraudes e a Necessidade de Regras Mais Rígidas

O uso do Pix tem sido amplamente adotado no Brasil desde o seu lançamento, oferecendo uma forma de pagamento instantâneo, sem custos e acessível a todos os brasileiros. Contudo, junto com sua popularidade, surgiram problemas relacionados a fraudes financeiras, como o uso indevido de CPFs de pessoas falecidas e CNPJs de empresas extintas.
Esses dados são frequentemente utilizados por estelionatários para criar identidades falsas e realizar transações fraudulentas. O Banco Central, reconhecendo o risco crescente de fraudes no sistema, tomou a decisão de implementar mudanças na Instrução Normativa RFB nº 2172, que trata da conformidade cadastral dos usuários do Pix com os registros da Receita Federal.
O Novo Regulamento do Pix: O Que Mudou?

As novas regras estabelecem que as instituições financeiras e de pagamento devem garantir que as chaves Pix de pessoas físicas (CPFs) e jurídicas (CNPJs) estejam em conformidade com as bases de dados da Receita Federal.
Em outras palavras, as transações de Pix só serão permitidas quando o CPF ou CNPJ estiver regular, ou seja, não pode estar suspenso, cancelado, nulo ou relacionado a uma pessoa falecida.
Situação Cadastral de CPFs
De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 2172, instituições financeiras devem excluir chaves Pix associadas a CPFs nas seguintes situações:
- Suspensa: Quando o cadastro da pessoa está incorreto ou incompleto e não há pendência de entrega de declarações.
- Cancelada: Quando o CPF está associado a situações como duplicidade de cadastro, decisão judicial ou fraude.
- Titular falecido: Para evitar fraudes após a morte, a chave Pix de um CPF falecido será excluída, permitindo que a família tome as providências necessárias, como o inventário e o encerramento de obrigações.
- Nula: Quando o CPF é alvo de fraude ou outro motivo que torne o registro inválido.
Situação Cadastral de CNPJs
As novas regras também se aplicam a CNPJs de empresas, que não poderão mais ser vinculados a chaves Pix se estiverem em uma das seguintes situações:
- Suspensos: Empresas que perderam o direito de realizar atividades comerciais, como a emissão de notas fiscais.
- Inaptos: Quando uma empresa não apresenta a declaração fiscal por dois anos consecutivos ou fornece informações incorretas à Receita Federal.
- Baixados: Empresas extintas que não podem mais funcionar, e cujo status de “baixado” é definitivo.
- Nulos: Quando uma empresa encerra suas atividades ou teve sua inscrição cancelada na Receita Federal.
O Impacto das Novas Regras nas Transações do Pix
Essas mudanças têm como objetivo principal dificultar a ação de criminosos que utilizam dados falsos ou inválidos para realizar transações fraudulentas. Ao garantir que as chaves Pix estejam associadas apenas a CPFs e CNPJs válidos, o Banco Central visa aumentar a segurança das transações e reduzir o risco de fraudes que afetam tanto indivíduos quanto empresas.
Como Funciona a Checagem de Conformidade?
O processo de checagem de conformidade será realizado pelas próprias instituições financeiras que operam o sistema Pix. Quando uma pessoa ou empresa tenta registrar ou alterar uma chave Pix, a instituição financeira realizará uma verificação automática junto à Receita Federal para garantir que o CPF ou CNPJ esteja em situação regular.
Caso a chave esteja associada a um CPF ou CNPJ com irregularidades, a instituição financeira será obrigada a excluir a chave Pix. Dessa forma, o usuário não poderá realizar transações até que regularize a situação cadastral junto à Receita Federal.
A Medida do Banco Central e os Esclarecimentos da Receita Federal

Em uma nota oficial, a Receita Federal explicou que a medida do Banco Central tem como objetivo proteger os contribuintes de possíveis fraudes, além de evitar que criminosos utilizem documentos inválidos para realizar transações. O órgão destacou que, ao assegurar que as chaves Pix estejam vinculadas a CPFs e CNPJs regulares, a segurança das transações será reforçada.
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Francisco Gomes Júnior, especialista em Direito Digital, comenta a medida
Francisco Gomes Júnior, advogado especializado em direito digital, enfatiza que a ação do Banco Central é uma resposta necessária à evolução das fraudes financeiras. Ele explica que, com a implementação dessas mudanças, as instituições financeiras se tornam mais responsáveis pela segurança do sistema e pela proteção dos usuários.
“Essas medidas aumentam a confiança dos usuários no sistema Pix, ao mesmo tempo em que ajudam a modernizar os métodos de pagamento no país. Com um sistema mais seguro, as transações financeiras podem ser realizadas com mais tranquilidade,” comentou o especialista.
A Nova Funcionalidade do Pix por Aproximação
Além das mudanças na conformidade cadastral, o Banco Central também anunciou melhorias no Pix por aproximação. Com a utilização da tecnologia NFC (Comunicação por Campo Próximo), os usuários poderão realizar transações apenas aproximando o celular do dispositivo de pagamento. Essa funcionalidade proporciona uma maior conveniência nas transações, permitindo pagamentos rápidos e sem a necessidade de inserir dados manualmente.
Segurança nas Transações por Aproximação
Francisco Gomes Júnior alerta que, apesar das facilidades, é fundamental que os usuários adotem boas práticas de segurança para evitar golpes e fraudes. Ele recomenda, entre outras coisas, que os usuários não deixem seus celulares desbloqueados e utilizem senhas fortes, além de ativar a autenticação em dois fatores sempre que possível.
Conclusão: Mais Segurança para o Pix e os Usuários
O Banco Central tem se esforçado para tornar o sistema Pix mais seguro e confiável, principalmente no que diz respeito ao combate a fraudes. As mudanças anunciadas são uma resposta direta à crescente utilização de dados inválidos ou fraudulentos em golpes financeiros.
Ao garantir que CPFs e CNPJs vinculados ao Pix estejam regulares na Receita Federal, o BC protege os usuários e reduz o risco de transações fraudulentas. A implementação de novas funcionalidades, como o Pix por aproximação, também oferece mais facilidade e praticidade para os usuários, enquanto mantém a segurança.
Agora, mais do que nunca, é importante que os usuários estejam atentos à regularização de seus dados cadastrais e adotem medidas de segurança para aproveitar as vantagens do sistema Pix sem comprometer sua segurança financeira.
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