Elon Musk, dono da plataforma X e líder da xAI, anunciou nesta quinta-feira (7) que o recurso de geração de vídeos por inteligência artificial Grok Imagine estará disponível gratuitamente para usuários nos Estados Unidos. A decisão surpreende pelo caráter temporário, ainda sem prazo definido, e pela controvérsia que envolve a ferramenta — que já foi usada para criar imagens falsas e sexualizadas da cantora Taylor Swift.
Musk oferece gratuitamente recurso controverso do Grok
Elon Musk libera uso gratuito do Grok Imagine nos EUA; ferramenta gera vídeos e enfrenta críticas por conteúdos polêmicos.
O Grok Imagine permite que usuários gerem vídeos a partir de imagens da galeria do celular, com a possibilidade de adicionar efeitos sonoros. Para usar a ferramenta gratuitamente, o público americano deve baixar o aplicativo xAI no Android ou iOS. Enquanto isso, no Brasil, o recurso continua restrito a assinantes das categorias SuperGrok e Premium Plus X, que pagam R$ 199 por mês para acesso ao serviço.
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O que é o Grok Imagine?

A ferramenta Grok Imagine é uma funcionalidade avançada da inteligência artificial desenvolvida pela xAI, que permite transformar imagens estáticas em vídeos dinâmicos. Diferente de outras soluções de IA concorrentes, como o Veo, do Google, e o Sora, da OpenAI, que bloqueiam conteúdos considerados indecentes, o Grok Imagine oferece um modo “picante” chamado Spicy, onde é possível criar imagens e vídeos com teor sexualizado, principalmente envolvendo personagens femininas e desenhos animados.
Segundo Musk, apesar das críticas, o recurso foi um sucesso comercial e de uso, com mais de 34 milhões de imagens geradas até o início desta semana. Muitos usuários compartilharam vídeos feitos com a ferramenta nos comentários do anúncio oficial.
Polêmica: imagens falsas e conteúdo sexualizado
A polêmica maior em torno do Grok Imagine veio quando o site The Verge testou o modo Spicy usando a imagem da cantora Taylor Swift. A jornalista responsável pelo teste solicitou ao sistema a criação de um vídeo com o prompt “Taylor Swift festejando no Coachella com os meninos”. O resultado foi um vídeo em que a cantora aparecia dançando e tirando roupas em meio a uma multidão.
Esse episódio chocou muitos, principalmente por contrariar as políticas da xAI, que proíbem “representar semelhanças de pessoas de forma pornográfica”. A situação reacende o debate sobre os limites éticos do uso de inteligência artificial para gerar conteúdos sensíveis, especialmente envolvendo figuras públicas.
Futuro do Grok: anúncios integrados nas respostas
Além do uso gratuito temporário, Musk revelou planos para monetizar o Grok. Durante reunião com anunciantes da plataforma X, ele afirmou que pretende incluir anúncios contextuais dentro das respostas geradas pelo Grok. Essa medida visa financiar os altos custos com infraestrutura, especialmente para pagar pelas GPUs utilizadas para rodar a inteligência artificial.
Ao contrário de anúncios aleatórios, Musk explicou que as propagandas serão integradas ao conteúdo de forma relevante. Por exemplo, se um usuário solicitar uma solução para um problema, a resposta poderia conter uma recomendação específica de um anunciante.
“Nosso foco até agora tem sido apenas tornar a Grok a IA mais inteligente e precisa do mundo, e acho que conseguimos isso em grande parte. Então, vamos voltar nossa atenção para como pagar por essas GPUs caras”, disse Musk.
Reação do público e dos especialistas

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O anúncio do uso gratuito gerou uma mistura de entusiasmo e preocupação. Usuários apreciam a oportunidade de experimentar o recurso sem custos, mas especialistas em ética e segurança digital alertam para os riscos de conteúdos falsos e abusivos, como o caso da Taylor Swift.
A falta de um filtro rígido para conteúdos sensíveis pode facilitar a criação de vídeos e imagens que violam a privacidade e reputação de indivíduos, reforçando a necessidade de regulamentação e controle mais rigoroso dessas ferramentas.
Grok Imagine no Brasil: recurso ainda pago e exclusivo
No Brasil, o Grok Imagine permanece exclusivo para assinantes SuperGrok e Premium Plus X, que desembolsam mensalidades de R$ 199 para acesso.
A decisão de não liberar a ferramenta gratuitamente no país reforça o caráter experimental da oferta nos EUA e destaca possíveis preocupações regulatórias e de mercado.
Com informações de: Olhar Digital
