A Natura &Co anunciou nesta segunda-feira (30) que estima concluir até 2026 a captura integral das eficiências operacionais da integração entre as marcas Natura e Avon na América Latina, na chamada “onda 2” do processo de unificação. A projeção foi apresentada durante o Investor Day da companhia, evento voltado a analistas e investidores, que ocorre no momento em que a empresa consolida uma nova fase de governança e estrutura societária.
Natura prevê continuidade da expansão de margens em 2025 e 2026
Natura anuncia conclusão da integração com Avon até 2026 e prevê expansão de margens. Saiba mais detalhes!
O movimento marca o avanço do plano estratégico de simplificação e sinergia de operações após a aquisição da Avon, reforçando o compromisso da Natura com rentabilidade sustentável e valorização de ativos na América Latina, seu principal mercado atualmente.
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Integração entre Natura e Avon entra na fase final
A chamada “onda 2” da integração entre as marcas — voltada à América Latina — teve início após a consolidação das operações de backoffice, força de vendas e canais digitais no Brasil e em outros mercados estratégicos da região.
Segundo a empresa, a integração comercial, logística e de tecnologia entre Natura e Avon já trouxe ganhos operacionais importantes, mas os benefícios plenos ainda estão em processo de consolidação.
O que a companhia projeta até 2026
- Captura total das sinergias operacionais entre Natura e Avon;
- Expansão gradual da margem Ebitda ao longo de 2025 e 2026;
- Convergência do Ebitda reportado e recorrente, indicando maior previsibilidade de lucros;
- Fortalecimento da presença digital e do modelo de venda direta, com maior eficiência.
“O ciclo de transformação que iniciamos com a incorporação da Avon chega agora ao seu ponto mais maduro na América Latina. Atingiremos eficiência total até 2026”, destacou a companhia no Investor Day.
Reestruturação societária: Natura Cosméticos incorpora Natura &Co
Nesta terça-feira (1º de julho), acontece a consumação da operação societária que funde a holding Natura &Co com a Natura Cosméticos, responsável pelas operações comerciais diretas da marca. Com isso, os acionistas da antiga Natura &Co passarão a deter ações da nova Natura Cosméticos, em relação de 1 para 1.
Novo momento no mercado de capitais
No dia 2 de julho, as ações da nova Natura Cosméticos passam a ser negociadas no segmento Novo Mercado da B3, voltado a empresas com alto grau de governança corporativa.
A mudança reforça a estratégia da companhia de simplificar a estrutura acionária, aumentar a transparência para investidores e ampliar a liquidez dos papéis no mercado.
Expansão de margens e convergência do Ebitda

Além da integração com a Avon, outro ponto central da apresentação da Natura aos investidores foi o ciclo de expansão da margem Ebitda, projetado para os próximos dois anos.
O que é Ebitda?
O Ebitda (Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) é um dos principais indicadores utilizados por analistas para avaliar a eficiência operacional de uma empresa, pois mostra o lucro gerado pelas operações antes de itens não operacionais e contábeis.
Convergência do Ebitda reportado e recorrente
A Natura informou que, a partir de 2026, os valores reportados e recorrentes do Ebitda deverão convergir, ou seja, haverá menos distorções causadas por eventos extraordinários, refletindo uma performance operacional mais estável e previsível.
Essa uniformidade é vista como positiva pelo mercado, pois permite análises mais claras do desempenho da empresa.
Foco no fortalecimento da América Latina
Após vender a marca The Body Shop e colocar a Aesop sob nova gestão, a Natura passou a concentrar seus esforços no mercado latino-americano, onde mantém forte presença por meio de consultoras de beleza, canais digitais e lojas próprias.
Estratégias para a região incluem:
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- Investimento em digitalização da força de vendas, com aplicativos e plataformas personalizadas;
- Unificação de supply chain entre Natura e Avon;
- Aproveitamento de sinergias logísticas e comerciais para reduzir custos;
- Aprimoramento de programas de fidelização e recompra para consultoras e revendedoras.
O Brasil continua sendo o mercado-chave da operação, seguido por México, Argentina, Colômbia e Chile.
O que dizem os analistas sobre o movimento?
A projeção de conclusão da integração entre as marcas e o anúncio da reestruturação societária foram bem recebidos pelo mercado financeiro, que vê no movimento uma tentativa da Natura de virar a página após anos de forte expansão internacional e desafios operacionais.
Analistas consultados apontam que:
- A simplificação da estrutura societária pode melhorar a avaliação das ações;
- A integração com a Avon foi mais demorada que o previsto, mas tende a gerar resultados consistentes;
- A América Latina segue como mercado de alta rentabilidade e fidelização, especialmente com foco em venda direta e digitalização;
- A convergência do Ebitda será chave para recuperar a confiança de investidores institucionais.
Impactos esperados na B3 e no investidor
Com a listagem da nova Natura Cosméticos no Novo Mercado da B3, a empresa passa a integrar um grupo seleto de companhias que seguem padrões mais rigorosos de transparência, prestação de contas e equidade de direitos entre acionistas.
Isso pode:
- Atrair fundos que só investem em empresas do Novo Mercado;
- Aumentar o nível de governança percebido pelos investidores;
- Elevar a liquidez e volume diário das ações;
- Tornar a Natura mais competitiva no radar de analistas internacionais.
Linha do tempo da reestruturação da Natura

| Ano | Evento |
|---|---|
| 2019 | Natura anuncia aquisição da Avon |
| 2020 | Conclusão da aquisição da Avon Products |
| 2022 | Venda da marca Aesop para L’Oréal |
| 2023 | Desinvestimento da The Body Shop |
| 2024 | Reestruturação operacional interna com foco na América Latina |
| 2025 | Anúncio da fusão societária e listagem no Novo Mercado |
| 2026 | Projeção de conclusão total da integração com a Avon |
Imagem: Reprodução
