Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Natura anuncia venda da Avon na América Central e fatura US$ 22 milhões

Natura anuncia a venda das operações da Avon na América Central ao Grupo PDC por US$ 22 milhões. Entenda o impacto!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
natura

A Natura, gigante brasileira do setor de cosméticos, anunciou nesta segunda-feira (15) um acordo vinculante para a venda das operações da marca Avon em países da América Central ao Grupo PDC. A transação, avaliada em US$ 22 milhões, marca mais um capítulo no processo de reestruturação internacional da companhia.

A operação abrange os negócios da chamada Avon Card, presente na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana. O fechamento está previsto para ocorrer até 30 de outubro de 2025.

Detalhes da venda da Avon pela Natura

Parceria entre Mastercard Surpreenda e Avon premia clientes com um produto grátis
Imagem: T. Schneider / Shutterstock

Leia mais: Produto Avon de graça: veja como pela Mastercard

Estrutura do acordo

O contrato prevê:

  • Valor nominal de US$ 1 pelo controle acionário;
  • Pagamento adicional de US$ 22 milhões referente a um recebível da Avon Guatemala à subsidiária integral da Natura no México.

Essa estrutura, segundo a companhia, visa garantir liquidez e simplificação operacional, ao mesmo tempo em que mantém o relacionamento comercial entre Natura e Avon na região.

Quem é o Grupo PDC?

O Grupo PDC é uma empresa de bens de consumo com atuação consolidada na América Central e presença também no Peru.

Setores de atuação

  • Cosméticos e higiene pessoal
  • Produtos de consumo diário
  • Distribuição de marcas globais na região

A entrada da Avon em seu portfólio reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em segmentos ligados à beleza e ao cuidado pessoal.

A presença da Avon na América Central

Países impactados pela transação

A venda envolve as operações da Avon nos seguintes mercados:

  • Guatemala
  • Nicarágua
  • Panamá
  • Honduras
  • El Salvador
  • República Dominicana

Esses negócios estavam reunidos sob a estrutura da Avon Card, responsável por manter a presença da marca nesses territórios.

Tabela – Mercados envolvidos na venda

PaísSituação antes da vendaNovo controlador
GuatemalaOperada pela Avon GuatemalaGrupo PDC
NicaráguaParte da Avon CardGrupo PDC
PanamáParte da Avon CardGrupo PDC
HondurasParte da Avon CardGrupo PDC
El SalvadorParte da Avon CardGrupo PDC
República DominicanaParte da Avon CardGrupo PDC

Natura reduz operações internacionais

Desinvestimentos recentes

A venda da Avon Card é parte de um movimento maior: o desinvestimento da Natura em ativos internacionais. Segundo comunicado, a empresa mantém a classificação da Avon Internacional como “ativo mantido para venda” e segue avaliando alternativas estratégicas.

Isso inclui operações fora da América Latina, regiões que historicamente apresentam maior desafio de rentabilidade para a companhia.

Impacto estratégico

De acordo com a Natura, a venda:

  • Otimiza operações globais;
  • Simplifica os negócios;
  • Permite maior foco na América Latina, onde a integração com a Avon segue como prioridade.

O papel da Natura na nova fase da Avon Card

Mesmo após a venda, a Natura manterá vínculos com a operação:

  • Continuará fornecendo produtos acabados à Avon Card;
  • Atuará como licenciadora da marca Avon na América Central.

Essa estratégia permite que a empresa brasileira preserve receita recorrente sem assumir diretamente a gestão operacional.

Contexto do mercado de cosméticos

Concorrência acirrada

O setor de cosméticos na América Latina e na América Central é marcado pela presença de grandes multinacionais como L’Oréal, Estée Lauder e Unilever, além de marcas locais com forte inserção.

Desafios da Avon

Nos últimos anos, a Avon enfrentou queda de participação em diversos mercados, devido à:

  • Mudanças no comportamento de consumo,
  • Maior digitalização da venda direta,
  • Concorrência de marcas emergentes no setor de beleza.

O impacto financeiro da transação

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Embora o valor envolvido — US$ 22 milhões — não seja expressivo diante do porte da Natura, a venda traz alívio estratégico.

Benefícios esperados

  • Redução de custos operacionais;
  • Simplificação da estrutura internacional;
  • Reforço de caixa para a subsidiária mexicana.

A medida é vista por analistas como parte da tentativa da Natura de recuperar rentabilidade e confiança do mercado, após períodos de volatilidade em suas ações.

O futuro da Avon Internacional

A grande questão que permanece é o destino da Avon Internacional, que reúne operações fora da América Latina.

Segundo a Natura, a busca por compradores ou parceiros estratégicos continua. Especialistas avaliam que a empresa pode optar por:

  • Vender integralmente a operação internacional;
  • Firmar joint ventures regionais;
  • Concentrar esforços exclusivamente na América Latina.

Linha do tempo – Natura e Avon

Imagem: Divulgação / Natura / Avon
AnoEvento
2019Natura anuncia a compra da Avon, criando o quarto maior grupo de cosméticos do mundo.
2020Integração das operações da Avon no Brasil e América Latina.
2023Natura vende a Aesop à L’Oréal por US$ 2,5 bilhões.
2025Anunciada a venda da Avon Card na América Central ao Grupo PDC.

FAQ – Perguntas frequentes

O que a Natura anunciou?
A venda das operações da Avon na América Central, reunidas na Avon Card, ao Grupo PDC.

Qual foi o valor da transação?
O valor simbólico de US$ 1 mais US$ 22 milhões em recebíveis.

Quais países fazem parte do acordo?
Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana.

Quem comprou a Avon na região?
O Grupo PDC, empresa de bens de consumo com atuação na América Central e no Peru.

A Natura sairá totalmente da América Central?
Não. A empresa continuará fornecendo produtos e licenciando a marca Avon.

Qual a previsão de conclusão da venda?
Até 30 de outubro de 2025.

Considerações finais

A venda da Avon na América Central por US$ 22 milhões reflete a estratégia da Natura de ajustar seu portfólio internacional e priorizar mercados em que possui maior vantagem competitiva. Ao mesmo tempo, a manutenção de vínculos como fornecedora e licenciadora reforça a busca por um modelo mais enxuto e rentável.

O desfecho da transação com o Grupo PDC e o futuro da Avon Internacional serão acompanhados de perto por investidores e analistas, já que podem redefinir o posicionamento global da Natura nos próximos anos.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados