A Natura, gigante brasileira do setor de cosméticos, anunciou nesta segunda-feira (15) um acordo vinculante para a venda das operações da marca Avon em países da América Central ao Grupo PDC. A transação, avaliada em US$ 22 milhões, marca mais um capítulo no processo de reestruturação internacional da companhia.
Natura anuncia venda da Avon na América Central e fatura US$ 22 milhões
Natura anuncia a venda das operações da Avon na América Central ao Grupo PDC por US$ 22 milhões. Entenda o impacto!
A operação abrange os negócios da chamada Avon Card, presente na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana. O fechamento está previsto para ocorrer até 30 de outubro de 2025.
Detalhes da venda da Avon pela Natura

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Estrutura do acordo
O contrato prevê:
- Valor nominal de US$ 1 pelo controle acionário;
- Pagamento adicional de US$ 22 milhões referente a um recebível da Avon Guatemala à subsidiária integral da Natura no México.
Essa estrutura, segundo a companhia, visa garantir liquidez e simplificação operacional, ao mesmo tempo em que mantém o relacionamento comercial entre Natura e Avon na região.
Quem é o Grupo PDC?
O Grupo PDC é uma empresa de bens de consumo com atuação consolidada na América Central e presença também no Peru.
Setores de atuação
- Cosméticos e higiene pessoal
- Produtos de consumo diário
- Distribuição de marcas globais na região
A entrada da Avon em seu portfólio reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em segmentos ligados à beleza e ao cuidado pessoal.
A presença da Avon na América Central
Países impactados pela transação
A venda envolve as operações da Avon nos seguintes mercados:
- Guatemala
- Nicarágua
- Panamá
- Honduras
- El Salvador
- República Dominicana
Esses negócios estavam reunidos sob a estrutura da Avon Card, responsável por manter a presença da marca nesses territórios.
Tabela – Mercados envolvidos na venda
| País | Situação antes da venda | Novo controlador |
|---|---|---|
| Guatemala | Operada pela Avon Guatemala | Grupo PDC |
| Nicarágua | Parte da Avon Card | Grupo PDC |
| Panamá | Parte da Avon Card | Grupo PDC |
| Honduras | Parte da Avon Card | Grupo PDC |
| El Salvador | Parte da Avon Card | Grupo PDC |
| República Dominicana | Parte da Avon Card | Grupo PDC |
Natura reduz operações internacionais
Desinvestimentos recentes
A venda da Avon Card é parte de um movimento maior: o desinvestimento da Natura em ativos internacionais. Segundo comunicado, a empresa mantém a classificação da Avon Internacional como “ativo mantido para venda” e segue avaliando alternativas estratégicas.
Isso inclui operações fora da América Latina, regiões que historicamente apresentam maior desafio de rentabilidade para a companhia.
Impacto estratégico
De acordo com a Natura, a venda:
- Otimiza operações globais;
- Simplifica os negócios;
- Permite maior foco na América Latina, onde a integração com a Avon segue como prioridade.
O papel da Natura na nova fase da Avon Card
Mesmo após a venda, a Natura manterá vínculos com a operação:
- Continuará fornecendo produtos acabados à Avon Card;
- Atuará como licenciadora da marca Avon na América Central.
Essa estratégia permite que a empresa brasileira preserve receita recorrente sem assumir diretamente a gestão operacional.
Contexto do mercado de cosméticos
Concorrência acirrada
O setor de cosméticos na América Latina e na América Central é marcado pela presença de grandes multinacionais como L’Oréal, Estée Lauder e Unilever, além de marcas locais com forte inserção.
Desafios da Avon
Nos últimos anos, a Avon enfrentou queda de participação em diversos mercados, devido à:
- Mudanças no comportamento de consumo,
- Maior digitalização da venda direta,
- Concorrência de marcas emergentes no setor de beleza.
O impacto financeiro da transação
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Embora o valor envolvido — US$ 22 milhões — não seja expressivo diante do porte da Natura, a venda traz alívio estratégico.
Benefícios esperados
- Redução de custos operacionais;
- Simplificação da estrutura internacional;
- Reforço de caixa para a subsidiária mexicana.
A medida é vista por analistas como parte da tentativa da Natura de recuperar rentabilidade e confiança do mercado, após períodos de volatilidade em suas ações.
O futuro da Avon Internacional
A grande questão que permanece é o destino da Avon Internacional, que reúne operações fora da América Latina.
Segundo a Natura, a busca por compradores ou parceiros estratégicos continua. Especialistas avaliam que a empresa pode optar por:
- Vender integralmente a operação internacional;
- Firmar joint ventures regionais;
- Concentrar esforços exclusivamente na América Latina.
Linha do tempo – Natura e Avon

| Ano | Evento |
|---|---|
| 2019 | Natura anuncia a compra da Avon, criando o quarto maior grupo de cosméticos do mundo. |
| 2020 | Integração das operações da Avon no Brasil e América Latina. |
| 2023 | Natura vende a Aesop à L’Oréal por US$ 2,5 bilhões. |
| 2025 | Anunciada a venda da Avon Card na América Central ao Grupo PDC. |
FAQ – Perguntas frequentes
O que a Natura anunciou?
A venda das operações da Avon na América Central, reunidas na Avon Card, ao Grupo PDC.
Qual foi o valor da transação?
O valor simbólico de US$ 1 mais US$ 22 milhões em recebíveis.
Quais países fazem parte do acordo?
Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana.
Quem comprou a Avon na região?
O Grupo PDC, empresa de bens de consumo com atuação na América Central e no Peru.
A Natura sairá totalmente da América Central?
Não. A empresa continuará fornecendo produtos e licenciando a marca Avon.
Qual a previsão de conclusão da venda?
Até 30 de outubro de 2025.
Considerações finais
A venda da Avon na América Central por US$ 22 milhões reflete a estratégia da Natura de ajustar seu portfólio internacional e priorizar mercados em que possui maior vantagem competitiva. Ao mesmo tempo, a manutenção de vínculos como fornecedora e licenciadora reforça a busca por um modelo mais enxuto e rentável.
O desfecho da transação com o Grupo PDC e o futuro da Avon Internacional serão acompanhados de perto por investidores e analistas, já que podem redefinir o posicionamento global da Natura nos próximos anos.
