Em 2021, em meio à crescente popularidade das criptomoedas, o jogador da NFL Odell Beckham Jr. decidiu transformar seu salário em Bitcoin. O então atleta do Los Angeles Rams firmou um acordo com a Block Inc., dona do Cash App, para receber o valor total de US$ 750 mil em BTC.
Astro da NFL celebra disparada do Bitcoin após converter salário em criptomoeda: investimento valoriza 80%
Odell Beckham Jr., astro da NFL, comemora alta de 80% após receber salário em Bitcoin em 2021. A valorização impulsiona debate sobre uso de cripto entre atletas.
Naquele período, o Bitcoin era negociado por cerca de US$ 64 mil. Três anos depois, apesar da dura queda no “inverno cripto” de 2022, a moeda digital voltou com força e atingiu a marca histórica de US$ 123 mil em julho de 2025. A alta representa um ganho de aproximadamente 80% sobre o valor original recebido por Beckham.
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O que valia US$ 750 mil hoje está avaliado em mais de US$ 1,35 milhão
Segundo estimativas, caso Beckham tenha mantido o valor integral em Bitcoin, seu investimento atual seria equivalente a cerca de US$ 1,35 milhão. O jogador comemorou nas redes sociais:
“O Bitcoin está em uma alta histórica hoje… é seguro dizer que ainda estamos felizes com nossa decisão”, escreveu no X (antigo Twitter).
No entanto, não há confirmação se o atleta vendeu parte dos ativos durante o ciclo de baixa. Também é importante lembrar que ele precisou declarar o valor no imposto de renda da época e, caso tenha vendido parte do saldo atual, também teria que arcar com tributação sobre o ganho de capital.
Atletas em cripto: uma nova tendência?
A decisão de Beckham não foi um caso isolado. Outros atletas famosos também adotaram o Bitcoin ou outras criptomoedas como forma de recebimento de salários ou contratos de patrocínio:
- Tom Brady, lenda da NFL, firmou parcerias com exchanges e investiu em ativos digitais.
- Steph Curry, estrela da NBA, se tornou embaixador da FTX antes do colapso da corretora.
- Saquon Barkley, também da NFL, converteu todos os ganhos com imagem em BTC.
- Cristiano Ronaldo e Lionel Messi receberam pagamentos e bônus em cripto.
- Shohei Ohtani, do beisebol, associou-se à FTX em 2022.
Apesar de algumas experiências terem sido abaladas por escândalos, como a quebra da FTX, a tendência de atletas buscarem diversificação financeira via ativos digitais continua firme.
O impacto da regulação e o novo momento político

Governo dos EUA muda postura e impulsiona mercado
A disparada recente do Bitcoin ocorre em um ambiente de maior aceitação política. O presidente Donald Trump, que antes classificava o ativo como fraude, agora abraça publicamente as criptomoedas e prometeu tornar os EUA a “capital mundial dos criptoativos”.
Na mesma semana em que o BTC renovou sua máxima histórica, o Congresso iniciou a chamada “Crypto Week”, com votações de três projetos cruciais:
1. Regulação das stablecoins (Genius Act)
Prevê que emissores mantenham reservas em títulos do Tesouro para garantir a paridade 1:1 com o dólar.
2. Proibição à criação de CBDC pelo Federal Reserve
O projeto “Anti-CBDC Surveillance State Act” visa impedir a emissão de uma moeda digital estatal nos EUA.
3. Redefinição da supervisão do setor
O “Clarity Act” busca transferir a responsabilidade regulatória da SEC para a CFTC, o que poderia favorecer o crescimento do setor.
Essas propostas dividem opiniões dentro do Partido Republicano e ainda enfrentam resistências, mas o simples fato de estarem em pauta já indica uma guinada relevante.
Bitcoin como reserva de valor: o que dizem os especialistas
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A volatilidade ainda é desafio, mas o potencial segue atrativo
Especialistas apontam que casos como o de Beckham Jr. ilustram o potencial de longo prazo do Bitcoin como reserva de valor alternativa. No entanto, alertam para os riscos:
- Volatilidade: quedas bruscas como as de 2022 são frequentes;
- Tributação complexa: obrigações fiscais mudam de país para país;
- Segurança digital: necessidade de boas práticas de custódia.
Apesar disso, o Bitcoin é visto por muitos como uma proteção contra inflação, especialmente em países com moedas fracas.
O que o caso Beckham ensina sobre adoção de criptomoedas
Influência, timing e educação financeira
A postura do atleta da NFL demonstra que o envolvimento de figuras influentes pode acelerar a normalização das criptomoedas.
“Todo mundo precisa começar de algum lugar”, disse Beckham ao incentivar iniciantes a investirem com valores pequenos.
Esse tipo de mensagem tem peso especial entre o público jovem, que acompanha esportes e tecnologia de forma intensa. A educação financeira passa a incluir, cada vez mais, conceitos ligados à web3, descentralização e soberania digital.
Considerações finais

Odell Beckham Jr. se tornou um caso-símbolo da interseção entre o esporte e o universo cripto. Sua decisão de 2021, considerada ousada por muitos, hoje se mostra acertada. A valorização de 80% em três anos destaca o potencial dos criptoativos como parte de uma estratégia financeira moderna.
Ao mesmo tempo, a crescente discussão regulatória nos EUA e em outros países sinaliza um novo estágio de maturidade para o setor. A história de Beckham pode inspirar outros profissionais, não apenas do esporte, a explorarem oportunidades no mercado de criptoativos, sempre com consciência dos riscos e preparação adequada.
